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Privatização da Vale do Rio Doce será tema de plebiscito

29 junho 2007 - 12h38

A privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), o pagamento dos juros da dívida externa, a conta da energia elétrica no bolso do povo e a reforma da previdência serão os quatro itens que estarão na pauta do plebiscito popular agendado para a Semana da Pátria de 2007, dias 1. a 7 de setembro, e que culminará com o 13. Grito dos Excluídos.

A questão primeira do plebiscito é, contudo, a privatização da CVRD, que ocorreu em maio de 1997. A Vale foi vendida no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso por 3,1 bilhões de reais (cerca de 1,5 bilhão de dólares). No ano passado, a Vale teve um lucro de 13,4 bilhões de reais (cerca de 6,7 bilhões de dólares), quatro vezes o valor pelo qual ela foi vendida.

“Usando de uma metáfora, podemos dizer que sem a posse da CVRD podemos tirar a cor amarela da nossa bandeira. O seu valor é incalculável, não só pelas imensas riquezas minerais como ferro, bauxita, nióbio, alumínio, cobre, carvão, manganês, ouro, urânio e outros, bem como pela estrutura logística que opera em 14 Estados do país, englobando nove mil quilômetros de malha rodoviária, portos, usinas e terminais marítimos”, disse a advogada Clair da Flora Martins em entrevista ao Instituto Humanitas, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Flora Martins é autora de uma das ações populares que tramita na Justiça brasileira e que questiona o leilão da Vale do Rio Doce. “Com a venda da Vale, o governo Fernando Henrique fez o Brasil voltar ao período colonial, destruindo nosso projeto de nação e nos colocando simplesmente como fornecedores de matéria-prima para os chamados países de primeiro mundo”, analisou a advogada.

As ações populares reivindicam a anulação da privatização da CVRD, que o plebiscito e o Grito dos Excluídos querem reforçar.

Os outros temas que estarão na cédula do plebiscito popular também têm conseqüências para a vida política, econômica e social do brasileiro. O plebiscito vai perguntar se o eleitor concorda que o governo continue priorizando o pagamento dos juros da dívida pública, deixando de investir em trabalho, saúde, educação, moradia, saneamento, reforma agrária, água, energia, transporte e ambiente saudável.

As duas outras questões estão relacionadas ao custo da energia elétrica para a pessoa física, que paga oito vezes mais do que as grandes empresas, segundo os organizadores do plebiscito.

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