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PRF identifica 63 pontos de prostituição infantil em MS

23 maio 2005 - 12h10

Após um ano de investigação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu o primeiro mapeamento de lugares às margens das rodovias federais que favorecem a exploração sexual infanto-juvenil. Nos 26 estados e no Distrito Federal, o relatório identificou 844 pontos de prostituição, sendo 63 em Mato Grosso do Sul. Paradas de viajantes, principalmente caminhoneiros, esses locais são freqüentados por meninas menores de 18 anos que se prostituem às vezes em troca de comida. Bares, restaurantes, motéis, postos de gasolina e postos fiscais de 462 municípios foram citados no relatório como pontos críticos. Serão alvo de ações de repressão policial e por isso são mantidos em sigilo. No ranking dos estados com mais pontos críticos, não foram os mais pobres que ocuparam a dianteira. A extensão da malha viária, a vocação turística das cidades ou a intensidade do tráfego de caminhões nas regiões de economia baseada na agropecuária, como o Centro-Oeste, pesaram negativamente. Santa Catarina (78) e Minas Gerais (75), com o maior número de pontos ao longo das rodovias federais, têm, respectivamente, o sétimo e o terceiro maior PIB do Brasil, segundo dados do IBGE de 2002. São Paulo, mais rico estado brasileiro, disputa o oitavo lugar com Paraíba e Pernambuco, com 35 pontos mapeados. Goiás e Mato Grosso estão em terceiro, com 67 locais de facilitação à prostituição. No Amapá não houve registro. Em Santa Catarina, diz o relatório, há pontos de prostituição infanto-juvenil em todas as rodovias federais, especialmente nas BR-101 e BR-470. Em Minas, a extensão da malha federal, com 15 mil quilômetros (só sete mil fiscalizados pela PRF), é uma das razões para o grande número de focos de prostituição. Coordenado pelo setor de inteligência, o "Mapeamento de Ocorrências de Violência contra Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais" é o primeiro levantamento feito pela Polícia Rodoviária e foi entregue na semana passada ao secretário especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda. As informações devem orientar ações governamentais e se somam a outro levantamento, feito pelo Grupo de Pesquisa sobre Violência e Exploração Sexual e Comercial de Mulheres, Crianças e Adolescentes (Violes/UnB), que constatou a ocorrência dessa prática em 937 municípios.  

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