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Premiê iraquiano garante que eleições não serão adiadas

19 setembro 2004 - 22h50

O primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, disse hoje, após uma reunião com o chefe do governo britânico Tony Blair, que um possível adiamento das eleições legislativas no Iraque, previstas para janeiro, está totalmente descartado. "Definitivamente, não modificaremos o calendário eleitoral", disse Allawi."A democracia vencerá no Iraque." A declaração de Allawi, que foi apoiada por Blair, foi uma resposta às advertências das Nações Unidas, de que a violência no Iraque havia se tornado um grave empecilho para a realização das eleições em janeiro. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que "a violência reduz a confiança no processo de transição política e dificulta a criação das condições necessárias para a realização da votação em janeiro de 2005". Por seu lado, Blair assegurou que a Grã-Bretanha "não abandonará o Iraque". A declaração respondeu a uma informação publicada hoje pelo jornal britânico The Observer, segundo a qual Londres retiraria um terço de suas tropas do Iraque já em outubro. "Não vamos abandonar o Iraque", discursou Blair. "Os terroristas não vencerão e permaneceremos (no Iraque) até que o trabalho esteja terminado. Estamos lutando uma luta justa e vamos vencê-la", acrescentou Blair. Sem mencionar especificamente a notícia sobre a redução do contingente, Blair disse não ter recebido das autoridades iraquianas nenhuma solicitação de mais tropas, esclarecendo que a necessidade de soldados no país tem sido "permanentemente reexaminada". A Grã-Bretanha mantém cerca de 8.500 soldados no Iraque, principalmente no sul do país. Indagado sobre quanto tempo as tropas permaneceriam, Blair respondeu: "Nem os britânicos nem os americanos planejam ficar mais tempo além do necessário. Mas seria estúpido e perigoso estabelecer uma data." Ele afirmou ainda que neste "segundo conflito no Iraque", que levou à queda do ex-ditador Saddam Hussein, "as pessoas decentes só podem estar de um lado", o do governo de Allawi. Os dois primeiros-ministros se negaram a fazer comentários sobre a recente onda de seqüestros no Iraque. Blair e Allawi se reuniram por várias horas em Downing Street, residência oficial do britânico, onde também almoçaram. Allawi fica em Londres amanhã, onde se reúne com o chanceler, Jack Straw. Depois, ele viaja para os EUA, onde se encontrará com o presidente George W. Bush e participará da Assembléia Geral da ONU.

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