A administração do prefeito Laerte Tetila trouxe nos últimos sete anos para a Reserva Indígena de Dourados “Francisco Horta Barbosa”, através de parcerias com os Governos Federal e Estadual, mais de R$ 30 milhões de investimentos em saúde, infra-estrutura, educação, assistência social e produção de alimentos.
Na agricultura familiar, a prefeitura juntamente com a Funai e o Governo Federal apóiam a produção de alimentos em uma área de 1.500 hectares com preparo do solo, doação de sementes, adubos e mudas de árvores nativas e frutíferas. Mas, a maior conquista neste setor foi a construção de açudes e assistência técnica que se consolidaram como alternativa viável para a produção em pequena área e ainda como fonte de alimento rica em proteína.
Para completar, 600 famílias ganharam casas de alvenaria. A mais recente obra entregue aos índios foi o prédio do Cras (Centro de Referência e Assistência Social) da Aldeia Bororó, o primeiro em uma reserva indígena no país, reafirmando o pioneirismo de Tetila no cuidado com os índios. O investimento foi de R$ 300 mil, mais da metade com recursos próprios da prefeitura em contrapartida, equipamentos e pessoal que foram somados aos recursos federais.
O pioneirismo de Tetila no apoio aos índios começou com a construção de 400 casas populares e não parou. Depois veio Peti, a piscicultura e agora o CRAS. “São ações que um governo realizou pela primeira vez em uma área indígena no país, com apoio do presidente Lula”, ressalta o prefeito. A prefeitura e o Governo Federal também construíram e ampliaram escolas e mantêm presença viva no dia a dia da comunidade indígena.
A Prefeitura de Dourados inclusive está recebendo o reconhecimento internacional por projetos desenvolvidos na aldeia. O projeto “Ka`agwy Renopou`ã” (Florescer na Mata), desenvolvido pela Secretaria de Educação nas Aldeias Panambizinho e Bororó, foi escolhido pela Aice (Associação Internacional de Cidades Educadoras) como exemplo para o mundo e será apresentado num congresso internacional, em São Paulo, de 24 a 26 de abril, no Palácio das Convenções do Anhembi. O projeto incentiva o cultivo de hortas e pomares, o replantio da mata natural devastada na aldeia e ainda tem atividades sócio-culturais e educativas.
No campo da agricultura, recentemente a Secretaria de Agricultura Familiar, cujo secretário é Ermínio Guedes dos Santos, criou o Banco de Alimentos, cuja prioridade é também comprar a produção agrícola indígena. E para incentivar essa produção, a secretaria desenvolve inúmeras ações. Centenas de hectares de terra são preparados todos os anos com as máquinas da prefeitura e entregues aos índios. A prefeitura também doa sementes e mudas e mantém assistência técnica regular aos índios.
O objetivo de todo este trabalho é a busca da sustentabilidade dentro da Reserva. Para agilizar os serviços, foram formados 12 grupos familiares, com 235 famílias na Aldeia Jaguapiru e 19 grupos com 302 famílias, na Bororó, totalizando 2.460 pessoas que passaram a integrar as ações da agricultura familiar. A prefeitura também iniciou os projetos de mandala para a produção de hortaliças. Cinco mil mudas de árvores frutíferas foram plantadas da Reserva.
A valorização do artesanato indígena é incentiva por meio do projeto “Ponto de Cultura – Pulsando o Brasil”, em parceria com o Ministério da Cultura, na Escola Indígena Agustinho. Em cada etapa serão 20 alunos que participarão das aulas de tecelagem, confecção de redes, adornos, cestarias e cerâmica.
A construção dos 34 açudes na Reserva são outra grande conquista da administração Tetila para os índios. Foram organizados grupos para cuidar dos açudes. Os peixes são utilizados na alimentação das famílias e o restante vendido. Cada tanque beneficia em entre 60 e 80 pessoas).
Na área da educação, a prefeitura está construindo uma escola na Aldeia Jaguapiru, com 10 salas de aula e ainda ampliando as escolas Augustinho, em mais seis salas de aula e a Tengatuí Marangatu, em mais quatro salas de aula. Também já foram viabilizados recursos federais para a construção da escola Guateka, de ensino médio. Ao todo, são mais 20 novas salas de aula viabilizadas na administração de Tetila.
O Programa Luz para Todos beneficiou 744 domicílios na Reserva com energia elétrica. Também foram investidos R$ 2,6 milhões, por intermédio da Funasa, para a implantação de 50 quilômetros de rede de água nas duas aldeias, beneficiando mais de 1.300 famílias. Em 2005, por meio do Unicef, dois mil filtros de água foram entregues aos índios.
O programa Estratégia de Saúde da Família atende os índios com consultas médicas, ações preventivas e visitas domiciliares. No Hospital Universitário foi criada uma ala pediátrica para o atendimento humanizado aos índios. São ações que ajudaram a reduzir a mortalidade infantil de 65,08 óbitos para cada mil nascidos em 2001 para 24,34 em 2006.
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