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Prefeito quer banir parada gay e diz que ato é 'satânico'

25 janeiro 2010 - 14h45

O prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, 73, prometeu proibir a parada gay prevista para ocorrer na capital russa em 29 de março, dizendo que o evento é "satânico" e que, se for preciso, recorrerá à força para impedir que ele ocorra.

Ativistas gays, que dizem estar lutando por seus direitos constitucionais em meio a uma sociedade profundamente intolerante, prometem que a parada ocorrerá, mesmo sem a autorização das autoridades.

Luzhkov, 73, desagradou os líderes gays e foi alvo de críticas internacionais devido à sua retórica anti-homossexual, e por mandar policiais para impedir paradas gays anteriores.

"Durante anos, Moscou sofre uma pressão sem precedentes para realizar uma parada gay, um ato que só pode ser descrito como satânico", disse Luzhkov à agência russa Interfax.

"Nós não permitimos tal evento e não o permitiremos no futuro. Não é hora de discussões sobre direitos humanos. Nós reprimiremos [a parada] com o poder da lei e da Justiça".

A postura anti-gay de Luzhkov conta com amplo apoio entre a elite do país. O líder da Igreja Ortodoxa, o patriarca Alexiy 2º, disse que os homossexuais sofrem de uma doença mental.

O ativista gay Nikolai Alexeyev disse que as declarações de Luzhkov "estão em desacordo com a sociedade russa contemporânea", e que a parada irá ocorrer, mesmo com a oposição.
"É a mesma antiga retórica medieval e homofóbica", disse Alexeyev em um comunicado. "A 5ª Parada do Orgulho Gay de Moscou ocorrerá em 29 de março".

Grupos de defesa dos direitos gays dizem esperar que a Corte Europeia de Direitos Humanos de Estrasburgo rejeite as proibições de Luzhkov ao evento, forçando que ele permita futuras marchas. "Esperamos unanimemente uma decisão a nosso favor", disse Alexeyev.

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