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Prefeito prevê forte impacto com emancipação de Paraíso

19 setembro 2001 - 17h00

O prefeito de Água Clara, Ésio Vicente de Matos (PFL), afirmou hoje que o seu município sofrerá um forte impacto econômico a partir do desmembramento do distrito de Paraíso, cuja proposta de emancipação está sendo analisada pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
O prefeito disse que os moradores da cidade não gostaram da idéia de emancipação do distrito, proposta pelos deputados estaduais Cícero de Souza e Akira Otsubo (sem partido), e que o comércio já se manifestou contrário ao projeto.
"Na verdade, nós não somos contra a criação de um novo município, mas a sociedade não pode permitir que Água Clara saia perdendo com isso", observou Ésio de Matos, referindo-se ao projeto que prevê a criação do município de Paraíso das Águas, com o desmembramento de Costa Rica, Água Clara e Chapadão do Sul.
Pela proposta, o novo município receberia 40% da arrecadação do ICMS, sendo 30$ de Água Clara, 6% de Costa Rica e 4% de Chapadão do Sul.
Segundo Ésio de Matos, somente em área, o seu município perderia 5 mil km com o desmembramento.
Fora isso, explicou o prefeito, o município perderia 200 mil cabeças de gado, 280 propriedades, 30% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), além percentuais do ITR (Imposto Territorial Rural) e boa parte da produção de soja.

"Nada adianta criar um município e matar outro", queixou Ésio de Matos, acrescentando que por conta das possíveis mudanças haverá prejuízo na área social, como na Educação e na Saúde, além do desemprego que irá gerar decorrente do desmembramento.
O prefeito comentou que essa proposta mobilizou a população do município antes mesmo de a Assembléia Legislativa debater o assunto, na sessão de anteontem.
"É melhor que os deputados, sendo dois líderes da região do Bolsão, reflitam melhor sobre isso, porque a população de Água Clara está em polvorosa com a idéia de divisão do município", declarou, dizendo que todos os segmentos da sociedade já estão se mobilizando para impedir que o projeto de transforme em lei.
A Assembléia também analisa a emancipação dos distritos de Figueirão, em Camapuã, e Anhanduí, em Campo Grande.
Proposta de emancipar Anhanduí, feita pelo deputado Paulo Corrêa (PTB), foi defendida hoje, em entrevista pelo prefeito André Puccinelli (PMDB), em entrevista á rádio FM Capital.






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