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Prefeito afastado responde por compra ilegal e agressão

16 agosto 2004 - 22h41

Afastado hoje do cargo por 90 dias, o prefeito de Guia Lopes da Laguna, Carlos Roberto Saravi de Souza, é acusado pelo Ministério Público Estadual inúmeros crimes que vão desde o uso de notas fiscais falsas, não fazer licitações e agressão a funcionário e a civil. Ele foi afastado pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 2ª Vara Cível de Jardim. Segundo consta no processo, Saravi é acusado de utilizar um veículo oficial no dia 19 de janeiro deste ano para se até a cidade de Bela Vista e também visitar uma propriedade rural na cidade de Bella Vista, no Paraguai. Além disso, ele é acusado de utilizar notas fiscais frias para justificar os gastos da prefeitura, entre elas a de realização de manutenção de computadores ao custo de quase R$ 8 mil; o uso de uma nota no ano de 2001 no valor de R$ 2.990,00 de uma empresa que está desativada desde o ano de 1999. Outra irregularidade está na aquisição de um veículo Kia/Besta em 2001, pois mesmo com o automóvel valendo cerca de R$ 42 mil, o prefeito acabou pagando R$ 49.900,00. Já em 2001, ele contratou a empresa Silva Melo por cerca de R$ 12 mil mensais para fazer o transporte escolar na região, mas não realizou licitação. Pela quebra de decoro, Saravi é acusado de agredir o seu motorista Wemerson da Silva Ribeiro em Maracaju; destruir uma fita utilizada em audiência da Câmara; por tentar incendiar um circo que se apresentava em Jardim e arremessar uma lata de cerveja contra um dos artistas; invadir a residência da vice-prefeita de Guia Lopes da Laguna, proferindo uma série de impropérios e ameaças; por pesca de um jacaré, em afronta à legislação penal ambiental. Ele também é acusado de destruir relatório de plantão do Hospital Edelmira Nunes de Oliveira, em 2004, após realizar uma cirurgia contrariando instruções do Conselho Federal de Enfermagem, além de proferir ameaças e ofensas pessoais, inclusive de cunho racista, contra as auxiliares de enfermagem Neuraci dos Santos Pereira e Alice Regina de Almeida. De acordo com dados do processo, o prefeito afastado conta com seis processos criminais em tramitação e três ações civis públicas de improbidade administrativa propostas pelo Ministério Público Estadual. Com base em todos estas denúncias, o promotor de Justiça Gevair Ferreira Lima Junior solicitou o afastamento de Saravi do cargo e também a indisponibilidade de seus bens móveis e imóveis.

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