A presidente da AGLTD (Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Dourados), Cláudia Assunpção, concedeu entrevista aos acadêmicos do 4º semestre do curso de jornalismo da Unigran na noite de segunda-feira. Ela falou sobre o seminário que a associação promove esta semana, sobre diversidade e preconceito, e também sobre a “Parada Gay” marcada para o próximo sábado. Ela esteve na universidade a convite do professor Alfredo Bárbara Neto, da disciplina jornalismo impresso IV. Cláudia iniciou sua fala contando sua história de luta em favor da causa GLS. A palestrante afirmou que enfrentou a incompreensão da família que a internou em um sanatório na capital do Estado por não concordar com seu comportamento. Lá, ela se descobriu transexual e se aceitou. Voltando para Dourados, enfrentou preconceito na escola e no mercado de trabalho. Observando o desrespeito aos direitos dos transgêneros, entrou na luta em favor da causa. Espelhando-se na capital, que fundou uma associação em 2001, Cláudia criou a AGLTD dia 12 de junho de 2004, buscando dar apoio a esta comunidade. A associação já garantiu muitos direitos em favor da comunidade GLT, como o combate a doenças sexualmente transmissíveis, garantia de direitos contra abusos e a freqüentar quaisquer locais. Também luta pela conscientização de toda a sociedade para a causa, tendo conseguido muitos avanços nesta área através da mídia, palestras nas escolas e reuniões. Neste ano, além da Parada da diversidade que espera repetir o sucesso de 2005, a AGLTD traz palestrantes de outros Estados para o seminário que acontecerá no Teatro Municipal entre os dias 9 e 12. O seminário abordará temas como a diversidade, homofobia, militância, direitos humanos, saúde, propostas políticas e educacionais e novas perspectivas. A entrada é franca para toda a comunidade e a abertura do evento ocorrerá a partir das 19 horas do dia 9. Cláudia Assunpção espera, através dessas ações, que toda a sociedade se engaje na luta contra o preconceito e a homofobia, mudando a visão estereotipada que muitos têm dessa comunidade. Sua história de luta em favor das minorias vem de longa data sempre superando desafios e buscando o respeito por parte da sociedade. (* Acadêmico do 4º semestre de jornalismo da Unigran).
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