Os cheques pré-datados, já são a forma de crédito a prazo mais usada no País. Essa invenção brasileira responde por 34% dos pagamentos. Em setembro, foram usados 147 milhões de pré-datados, que movimentaram R$ 108 bilhões. Do total de cheques emitidos, eles correspondem a 67%. Sua força se deve à facilidade de obtenção do crédito e dos baixos limites para parcelamento. Os dados são de pesquisas da Telecheque e do site Cheque-pre.com, empresas de apoio ao crédito.
A praticidade é o principal motivo apontado por economistas e consumidores para a popularização desse meio de pagamento, principalmente entre clientes de baixa renda (R$ 180 a R$ 900).
Sérgio Zacchi, vice-presidente da Telecheque, explica que para pagar uma compra com pré-datado, o consumidor gasta menos tempo e dinheiro, além de fornecer menos dados. “Não precisa assinar contrato, comprovar renda, pagar taxa de anuidade nem de abertura de crediário”, enumera o economista.
Zacchi acrescenta outra vantagem: “A data do pagamento é definida pelo cliente e pelo lojista, independentemente de um dia pré-estabelecido, como é o caso do cartão de crédito”, afirma o dirigente da Telecheque. Juliana Barbiero, diretora de Marketing do site Cheque-pre.com, lembra que para o consumidor obter um talão de cheques basta ter uma conta corrente.
A grande aceitação desse instrumento de crédito fez seu valor médio baixar. Em setembro, caiu para R$ 205, contra R$ 210 em agosto.
Os lojistas já perceberam a importância dos pré-datados. Em algumas redes, não há limite mínimo para jogar o pagamento para 30 dias adiante. Há quem aceite a quitação da compra só em janeiro. “No caso do varejo, o pré-datado é capital de giro. Ele renegocia com esses cheques e paga fornecedores, por exemplo”, diz Zacchi.
A advogada Cristina Cateb, 33 anos, considera o cheque pré-datado sua salvação da pátria, ou do bolso. “Comprei muito em outubro. A única alternativa que tinha para pagar só em dezembro era usar o pré-datado”, justifica a consumidora. Em tempos de incertezas na economia, o cheque pré-datado consolida ainda mais sua força no mercado. “Há uma redução no consumo. Se o lojista não oferecer essa opção de crédito, ele vai perder vendas”, alerta Oliveira.
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