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Praga de gafanhotos levanta temores de fome crônica na África

08 agosto 2004 - 19h37

Cerca de um milhão de pessoas na África Ocidental sofrerão de fome crônica se não receberem ajuda internacional para conter uma enorme nuvem de gafanhotos que está devorando as plantações na pior praga da região em 15 anos, advertiram fazendeiros e o governo. Os gafanhotos estão varrendo as áreas de cultivo do Sahel, faixa sul do Sahara, região onde as pessoas, em sua maioria, possuem fazendas de subsistência e onde os governos não têm meios para lutar contra a infestação. Em um dia, parte de uma nuvem de gafanhotos pode consumir a mesma quantidade de grãos que 10 elefantes, 25 camelos ou cerca de 2.500 pessoas fariam, segundo especialistas. "Temos que prever um déficit na nossa colheita de cerca de 80 por cento. E, mais, entre 600 e 800 mil pessoas serão afetadas pela fome", disse Mohamed Lemine, membro da Federação Nacional de Agricultura da Mauritânia. "Se não forem tomadas medidas, não teremos nenhuma colheita este ano," disse uma outra autoridade da Federação. A Organização para Alimentos e Agricultura da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou desde outubro que uma nuvem de gafanhotos ameaçava acabar com os grãos na região. O nível de chuvas e de umidade excepcionais que se seguiram a anos consecutivos de seca permitiu que os insetos se multiplicassem, segundo a organização. Mas a reação tem sido pequena. A FAO informou, há duas semanas, que os prejuízos poderiam triplicar para 245 milhões de dólares em um ano se nenhum plano de ajuda emergencial for realizado. A ajuda imediata necessária seria de 80 milhões de dólares e somente 9 milhões de dólares foram prometidos até agora. A última grande praga ocorreu entre 1987 e 1989, começando no oeste do Sudão, mas atingiu 28 países e se espalhou até a Índia, o que significa que até os países que não foram afetados estão se preparando para o pior.Foi a maior praga em 30 anos e 300 milhões de dólares foram necessários para contê-la.Os fazendeiros têm lutado contra os gafanhotos com os métodos tradicionais. Cavam buracos para que os insetos mais jovens caiam neles e depois os queimam ou inundam. Eles também batem nos insetos com pedaços de madeira.

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