O PPS e o PTB formaram uma coordenação política para cuidar da divulgação da pré-candidatura de Ciro Gomes (PPS) em São Paulo. Um dos objetivos é fazer com que o presidenciável se exponha mais no Estado, maior colégio eleitoral do País.
Na verdade, a estratégia dos dois partidos, que formaram uma aliança em maio deste ano, é uma resposta ao avanço da pré-candidatura do governador do Ceará, Tasso Jereissati, em São Paulo, liderado pela família de Mário Covas, morto em março deste ano.
Na semana passada, o nome de Tasso foi lançado à corrida presidencial de 2002 com o respaldo dos filhos e da mulher de Covas, Lila Covas. No evento, o governador recebeu apoio de deputados estaduais e prefeitos paulistas.
Ciro Gomes, que foi governador do Ceará, é afilhado político de Tasso. Os dois defenderam durante 14 anos a mesma política para o governo do Estado, mas Ciro é oposição aos tucanos na esfera federal. No momento, os dois parecem mais distantes.
As principais ações da coordenação política da campanha de Ciro em São Paulo foram definidas ontem em um almoço -do qual participaram, entre outros, o presidente do PPS, Roberto Freire, os deputados federais do partido Arnaldo Jardim e Emerson Kapaz, e o líder do PTB na Assembléia Legislativa de São Paulo, Campos Machado.
No encontro ficou resolvido que os trabalhos de coordenação política em
torno de Ciro entrarão em uma nova fase. Como os líderes do PPS sustentam que Ciro já divulgou seu projeto em meio aos "formadores de opinião", com a visita a empresários e líderes sindicais, a nova fase contemplaria uma maior exposição do candidato à população, comparecendo a atos públicos, por exemplo.
"Até agora Ciro aparecia em encontros para 200 ou 300 pessoas. Agora ele deve comparecer a eventos com mais de mil pessoas", afirmou Jardim.
Deve ser definida ainda a formação de um escritório operacional para a candidatura Ciro e o marqueteiro que cuidará da campanha. Na próxima semana, o presidenciável do PPS deve jantar com Campos Machado. O líder petebista esteve na homenagem da família Covas a Tasso.
Os trabalhos do PTB e do PPS para fortalecer Ciro em São Paulo vão respingar nas eleições para o governo do Estado, nas quais os petebistas já estão fechados com o PSDB, do governador Geraldo Alckmin. Freire afirmou que o partido ainda não decidiu se apoiará os tucanos no Estado.
"Posso até definir aliança com o PSDB em outros locais, mas aqui é sempre mais preocupante", disse o presidente do partido, em referência a uma possível divisão de palanques eleitorais no Estado com o presidenciável tucano.
"Ninguém faz eleição sozinho. Veja o PT buscando aliança com o PL", afirmou Jardim, rebatendo as críticas pelo fato de o partido ter feito aliança com o PTB -cujos líderes apoiaram, por exemplo, o governo do ex-presidente Fernando Collor.
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