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Postos de MS ameaçam suspender venda de diesel

26 janeiro 2004 - 17h59

Postos de combustíveis em mais de 20 cidades de Mato Grosso do Sul, situados na região de divisa com os Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, estão ameaçando paralisar a venda de óleo diesel porque não estão conseguindo competir com a venda do produto, que é mais barato lá fora, principalmente por conta do percentual de 12% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias - ICMS, bem inferior que os 17% cobrados em MS.Desde a última sexta-feira, dia 23 de janeiro, os postos de Selvíria, Aparecida do Taboado, Três Lagoas, Paranaíba, Inocência, Cassilândia e Chapadão do Sul, entre outras cidades, estão trazendo faixas e cartazes informando aos consumidores sobre a medida que deverão tomar em caráter de emergência e de advertência ao governo, nos próximos dias. Enquanto em Mato Grosso do Sul o litro do diesel gira em torno de R$ 1,49, em São Paulo, Paraná e Minas Gerais esse produto é vendido a R$ 1,34 em média. A diferença no abastecimento de um caminhão com grande capacidade de estoque, pode render ao motorista uma economia de até R$ 50,00. Resultado: poucos estão abastecendo caminhões em MS. Preferem atravessar a divisa e abastecer em municípios vizinhos.A decisão de suspender a venda de diesel naquela região de divisa foi tomada há duas semanas quando mais de 50 empresários do setor reuniram-se em Três Lagoas para discutir o problema e encontrar uma solução. Os empresários disseram que são conscientes dos esforços do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lubrificantes e Lojas de Conveniências do Estado de Mato Grosso do Sul - SINPETRO/MS em procurar negociar com o governador Zeca do PT essa questão. A entidade já enviou ofícios e apresentou documentos relatando as dificuldades enfrentadas pelos empresários da região por conta da desigualdade do ICMS de 17% contra 12% cobrado pelos Estados vizinhos. Os empresários disseram também que aguardaram, no ano passado, até que o governo federal promovesse a reforma tributária, uma necessidade imposta inclusive pelo governo do Estado, para poder decidir sobre alguma coisa. "Ocorreram as mudanças da reforma tributária e o governo do Estado não se manifestou sobre o assunto. Nós não podemos mais esperar, estamos em situação difícil. Essa concorrência desleal já levou muitos empresários à falência", ressalta o empresário Newton Antônio Pires Júnior, um dos que integra o movimento na região de Três Lagoas pela igualdade de ICMS com os Estados vizinhos.

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