O diretor-técnico-científico da Secretária de Segurança Pública do Estado do Ceará, médico-legista Francisco Simão, divulgou no sábado, por volta das 23h, que os primeiros exames realizados no grupo de empresários portugueses assassinados em 12 de agosto indicam que eles foram enterrados ainda vivos.
"Dois dos portugueses levaram tiros e os outros quatro foram espancados cruelmente. Todos estavam vivos quando foram empilhados e enterrados numa mesma cova na cozinha da barraca Vela Latina", disse Simão.
Ele afirma que durante seu longo tempo de atuação na área de medicina legal, nunca tinha visto uma violência tão assustadora. Segundo Simão, dois dos seis portugueses levaram tiros na cabeça. Destes dois um foi de forma brutal.
O médico explica que um dos seguranças que participou do crime encostou um revólver na nuca de um dos portugueses para executá-lo, mas teria errado o tiro e, em seguida, segundo sua avaliação, aplicou-lhe uma gravata na tentativa de estrangulamento. Nem assim teria conseguido matá-lo, tendo decidido finalmente enterrá-lo vivo.
Simão chegou a esta avaliação após concluir que este português (cuja identidade não foi revelada) foi morto por "asfixia mecânica pura". "Se alguém está morto, não tem como areia chegar na traquéia. Poderia chegar nas fossas nasais, mas não nos brônquios, o que caracterizaria a asfixia mecânica", explicou.
Apesar de os exames terem sido iniciados ainda no sábado, Simão afirmou que os corpos somente serão liberados daqui a sete a 10 dias. Esta demora se deve ao procedimento de identificação dos corpos, o que ainda depende de informações vindas das famílias dos portugueses.
Até sábado, apenas Clemente Manuel Alexandre Barros, filho de Manuel Joaquim Barros, havia chegado em Fortaleza.
No domingo de manhã, entidades de defesa dos direitos humanos realizarão um ato público no quiosque Vela Latina, na praia do Futuro, onde aconteceu o crime. Durante o ato, deverá ser proposta a desapropriação e demolição do quiosque para construção de um monumento em homenagem à memória das vítimas. Além de Joaquim, foram mortos Vítor Manuel Martins, Antônio Correia Rodrigues, Joaquim Manuel Pestana da Costa, Joaquim Fernandes e Joaquim Silva Mendes.
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