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Por onde anda: Inconformado, Sérgio quer vencer como treinador

21 setembro 2004 - 23h59

Agora ele quer ser chamado de Sérgio Guedes. Como se o sobrenome fosse necessário para conferir maior autoridade ao goleiro que durante anos defendeu equipes como Santos, Internacional e seleção brasileira. Depois de muitos campeonatos com a responsabilidade de evitar os gols adversários, ele resolveu dar um passo para fora do gramado e tentar a sorte como treinador. Atualmente comanda a Portuguesa Santista na Série C do Campeonato Brasileiro. No entanto, Sérgio se mostra um pouco decepcionado com alguns de seus colegas. "Hoje você escuta muito. Tem muitos técnicos badalados de caráter discutível", alfinetou. Ele prefere não citar nomes, mas chega a fazer acusações fortes."Existem treinadores que são empresários, que têm vínculo com contratação e venda de jogadores. Isso acontece toda hora, independentemente do clube". Apesar de estar desiludido com as supostas práticas questionáveis de alguns técnicos, ele faz questão de manter a postura que o marcou durante a carreira."Lido com isso desde o começo da minha trajetória e me recuso a fazer este tipo de coisa", explica. Sérgio teme que sua conduta atrapalhe a performance como treinador. "A gente tem que estar preparado para isso, mesmo que seja chamado de babaca. Se tiver que fazer isso para conquistar meus objetivos, prefiro não chegar a lugar nenhum". Sérgio revela que os goleiros da Portuguesa Santista têm o privilégio de contar com seus ensinamentos. "Eu tenho profissionais para treiná-los, mas é evidente que nós sempre conversamos e trocamos idéias para tentar acrescentar alguma coisa", conta. A pressão de ser técnico não assusta o ex-goleiro. "É uma função desgastante direta e indiretamente, porque todos os problemas acabam em você, mas quem se submete a isso tem que estar preparado". O comandante encara com naturalidade a pouca estrutura oferecida pela Lusa Santista para a disputa da Série C. "Todas as equipes pequenas têm dificuldades e estão sempre correndo atrás". E tem a receita para ultrapassar os obstáculos mesmo com a situação complicada. "Quando você tem dificuldades financeiras, precisa estar com pessoas dedicadas e motivar os jogadores", ensina.Ele acredita que a experiência adquirida dentro do gramado propicia a passagem para a nova profissão, fora das quatro linhas. "A gente vai aprendendo durante a carreira. O principal é saber agir sempre com correção", disse o ex-goleiro. O treinador não esconde o orgulho de sua trajetória como atleta."Fiz parte da geração de 90, que na minha opinião foi a melhor dos últimos tempos". Sérgio vestiu a camisa da seleção brasileira em 11 partidas. Ele acredita que o momento de representar o país é a maior glória para um jogador. "Este é o ápice e eu consegui isso sem nenhuma negociata, sem pagar nada para ninguém", afirma, novamente criticando o meio futebolístico. O ex-jogador tem o técnico Cilinho como principal exemplo dentro de fora do campo. "Ele lida com emoção e com alma e o futebol é isso". Os dois conseguiram o acesso à elite do futebol paulista no América-SP. Sérgio passou pelos maiores clubes do país durante sua trajetória como atleta. Apesar disso, ele trata os títulos conseguidos nos times menos tradicionais com um carinho especial. "Embora a repercussão nos times grandes seja maior, no time pequeno você está mais envolvido" disse. Ele aproveita para citar uma passagem inesquecível de sua carreira como goleiro. "No time pequeno, até o cortador de grama vem te agradecer e isso marca. Você percebe que joga para quem gosta de futebol", conta Sérgio. O técnico Carlos Alberto Parreira tem cada vez mais opções para escalar o camisa 1 da seleção brasileira. Dida, Marcos, Fábio e Júlio César disputam a preferência do treinador e tem se revezado no gol verde-amarelo. Sérgio, por sua vez, não hesita para eleger o seu preferido. "Eu gosto dos goleiros com um estilo mais simples e sóbrio, como a gente foi. Isso facilita a defesa. Portanto, o que mais me agrada é o Dida", afirmou. O treinador guarda grandes recordações de suas passagens pela Vila Belmiro e pelo Moisés Lucarelli, onde foi revelado. "Eu sempre dizia que a grande defesa ainda estava por vir. Lembro daqueles clássicos de Santos e Corinthians, que sempre tinha um grande público, e dos dérbis com o Guarani, pela Ponte Preta". Sempre destacando sua integridade como pessoa, Sérgio não guarda nenhuma mágoa em relação à carreira como goleiro. "Eu fiz as coisas com corpo e alma, por isso não tenho nenhuma decepção. Sei que aquilo que não consegui, lutei de todas as formas para fazer". Raio-X Nome: Ivanilton Sérgio Guedes Data de nascimento : 7/ de novembro de 1.962Local: Rio Claro (SP) Carreira como jogador: 83 - Araçatuba; 84/89 Ponte Preta; 89/93 - Santos; 93 - Goiás e Cruzeiro; 94 - Internacional/RS; 95 - Botafogo/SP; 96 - Lousano Paulista e Santos; 97 - São José e Coritiba; 98/00 - América/SP; 2002 - São Carlense/SP Principais títulos: Campeão do Interior 84; campeão da Segunda Divisão 98 - 00; campeão gaúcho 94; campeão sul-americano 93; vice-campeão da Copa América 91.

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