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Popó justifica primeira derrota: "Deus não quis"

09 agosto 2004 - 23h04

O pugilista brasileiro Acelino Popó Freitas atribuiu ao desejo de Deus a derrota de sábado diante do norte-americano Diego Corrales, que significou a perda do título do peso leve da Organização Mundial de Boxe (OMB). "Deus não quis", disse nesta segunda-feira um Popó abatido e com visíveis cicatrizes no rosto, diante de um numeroso grupo de pastores e fiéis evangélicos que o aguardavam no aeroporto internacional de Salvador. Diferente das ruidosas recepções após cada vitória, a sobriedade da derrota marcou hoje o retorno do boxeador. O contagiante axé, marca registrada da Bahia, foi substituído hoje por coros bem afinados que entoavam salmos recitados e gritos de "Amém, Jesus!". A emoção do lutador de 27 anos foi refletida em lágrimas e uma promessa pública de que no futuro, em vez de entrar no ringue para ganhar por nocaute desde o primeiro assalto, trabalhará com mais inteligência para vencer, pelo menos por pontos. Popó abandonou o combate do último sábado no décimo assalto, depois de cair três vezes, apesar de um começo arrebatador. Durante os primeiros quatro assaltos, o brasileiro se impôs com facilidade graças a uma agilidade nos golpes e no jogo de pernas, mas a partir do quinto, Corrales mudou sua tática e explorou o contra-ataque, o que minou a resistência do ex-campeão. Popó disse que a derrota, a primeira de sua carreira, deixou uma grande lição e um grande desejo de buscar a revanche. "Eu achava que ia ganhar com força, por nocaute. Mas ele foi mais inteligente e mereceu a vitória", comentou o pugilista."Agora quero ganhar, mesmo que seja por pontos", acrescentou o brasileiro.O triste regresso do ex-campeão foi acentuado ao aparecer diante de seus seguidores empurrando uma cadeira de rodas na qual estava sua mulher, Eliana, que foi operada da vesícula cinco dias antes do combate que aconteceu no Foxwoods Resort Cassino, em Mashantucket (Connecticut). Depois da luta, o novo rei dos leves, versão OMB, ficou com um recorde de 39 vitórias (32 por nocaute) e duas derrotas, enquanto Popó agora tem 35 vitórias (31 por nocaute) e uma derrota.

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