A Polícia Federal prendeu 16 pessoas acusadas de envolvimento com tráfico de cocaína, droga essa que saia de Ponta Porã para abastecer dois dos grupos criminosos mais poderosos do Brasil: Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
As prisões ocorreram, depois do bloqueio de 39 contas bancárias em Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais. Foram nove meses de investigação.
Pelo esquema eram comprados em Ponta Porã cocaína, maconha e haxixe pelo PCC, que enviava em fundos falsos de veículo os produtos para a favela da Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, área dominada pelo Comando Vermelho (CV).
Até mesmo a advogada Fabiana Kelly Pinheiro, que defende integrantes do bando, está entre os presos da Operação Riqueza. Ela é acusada de agir como pombo-correio da organização criminosa.
Estima-se que o bando movimentava cerca de 100 quilos de cocaína por mês e lavava o dinheiro do tráfico por meio de 14 contas bancárias de cinco empresas de factoring em Minas e uma em Mato Grosso do Sul, todas bloqueadas - as outras contas eram de pessoas físicas. "Não sabemos ainda qual o saldo atual dessas contas", afirmou o delegado Guilherme de Castro Almeida, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Fazendo droga
Depois de comprada na fronteira a droga ia para Campo Grande e partia para São Paulo, onde a pasta à base de cocaína era refinada em laboratórios do grupo de traficantes paulistas e distribuída no Estado e no Rio.
O laboratório descoberto pelos policiais federais ficava no Parque São Rafael, na zona leste da cidade de São Paulo. Lá foram presos três acusados com documentos que mostravam que o grupo enviava drogas ao CV, no Rio, para as favelas de Vigário Geral, Mangueira, Andaraí, Borel, Nova Holanda e Madureira.
Origens
Em setembro, os federais detiveram Fernando Henrique Pereira de Souza, o Zóio, solto em outubro porque o decreto judicial que manteve sua prisão chegou à PF quando a DRE estava fechada. Sem ter como saber da decisão, a PF soltou Zóio quando expirou o prazo da prisão temporária do acusado - um mês depois, ele foi recapturado. Com ele em poder da polícia as investigações prosseguiram até alcançar êxito essa semana.
Ao todo, os policiais apreenderam nas investigações 46 quilos de cocaína, 37 quilos de pasta base, 17 quilos de haxixe, 225 quilos de maconha, quatro quilos de explosivo militar C4, pistolas, revólveres, e destruíram três laboratórios de cocaína.
Outras 12 pessoas foram presas ao longo do inquérito - com as prisões de hoje, o total de detidos chegou a 28. Há ainda cinco presidiários acusados no caso e um homem foragido.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Dourados entra em novo alerta de tempestade com risco de granizo neste domingo

Brasil deve jogar com tempo bom neste sábado na estreia na Copa

Moradora do Água Boa denuncia uso indevido de dados no SUS

Primeiro embarque de caqui brasileiro chega à Costa Rica e abre novo mercado para exportações

Recusa em entrega de criança vira caso de polícia em Dourados

Defesa é desafio da política externa do Brasil, diz assessor de Lula

Período de vistoria para mototaxistas começa na segunda-feira

Trabalho de Zé Teixeira consolida pacote histórico de obras em Caarapó

Trump anuncia morte de líder de facção venezuelana El Tren de Aragua

Entregue por Geraldo Resende, novo micro-ônibus reforça transporte de pacientes em Aral Moreira
Mais Lidas

Após 6 temporadas, Evandro não terminou: por que Impuros se tornou maior série criminal brasileira

Motorista de caminhão-tanque é preso por furtar carga de diesel e vender combustível

Ponte sobre o Rio Miranda será interditada na próxima 2ª-feira
