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Zé Teixeira cobra política agrícola e mais incentivo à produção

16 maio 2006 - 12h41

O deputado estadual Zé Teixeira (PFL) defendeu hoje, durante pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, a adoção de medidas emergenciais para socorrer e incentivar a produção agrícola do País. Ele cobrou do Governo federal a criação urgente de um seguro agrícola, lembrando que a classe produtora convive hoje na incerteza, principalmente devido às condições climáticas e a política de juros. “Nós precisamos urgentemente de um seguro agrícola que possa garantir o capital investido. Precisamos ter uma política agrícola definida no Brasil para o setor produtivo", afirmou. Zé Teixeira também  criticou o modelo atual adotado no País, mesmo porque, segundo ele, há casos em que o produtor paga o seguro e a seguradora às vezes decreta falência, e essas pessoas continuam inadimplentes. “Lá em Dourados tem vários produtores que fizeram o seguro, só que, quando eles fazem seguro, a seguradora tem que comunicar o famoso Instituto do Resseguros do Brasil. Só que, comunica que fez o seguro porque o instituto vai garantir, se a seguradora que recebeu os recursos falir, o instituto é obrigado a garantir a compra e pagar. Em Dourados, várias seguradoras recebem o dinheiro e não pagam e as pessoas continuam inadimplentes”, protestou. O deputado quer que a União flexibilize o setor, prorrogando a dívida dos produtores, que é a principal reivindicação do movimento que está acontecendo nesta terça-feira em todo o País. Ele também defende a abertura de novas linhas de crédito. “Nós não podemos conviver sem uma política agrícola definida, porque, enquanto o governo nos der preço mínimo, nós vamos ter de continuar convivendo com as questões climáticas”, acrescentou, lembrando que de nada adiantou o preço da saca da soja subir entre 2004 e 2005 porque este ano o valor despencou.  Segundo ele, o preço da soja chegou próximo a R$ 50 a saca. “Quem colheu teve uma certa tranquilidade, tanto é que na região de Dourados, Caarapó, Itaporã e Fátima do Sul, o alqueire de terra chegou próximo a R$ 25 mil, que era 500 sacas de soja a R$ 50, hoje essas mesmas terras estão sendo devolvidas, o produtor já fechou a conta e não tem comprador”, disse. O deputado também questionou a política de preço praticada no País em relação aos valores de mercado no Paraguai. “Primeiro teria que abrir, isentar a exportação, porque não pode o produtor rural do Rio Grande do Sul, como nós aqui em Mato Groso do Sul,  ter acesso ao produto na mesma condicional do País vizinho, Paraguai, de 30% a 40% do valor que nós pagamos aqui. E nós somos tachados de contrabandistas quando queremos recorrer, baratear o custo da nossa produção, indo buscar o produto, herbicida, inseticida. Então isso existe em toda a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul, onde o comércio nosso está morrendo”, colocou. 

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