O caso da “passada de mão” envolvendo os vereadores Maurício Lemes (PSB) e Virgínia Magrini (PP) ganhou mais um episódio na tarde de segunda-feira (22). A legisladora protocolou na Casa de Leis, requerimento pedindo a substituição de Pastor Cirilo Ramão (PTC) da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que analisa a situação envolvendo os dois edis.
De acordo com ela, Cirilo aparece em imagens ciente da situação. Além da sua saída, Magrini também protocolou que o procurador geral da Câmara, Sérgio Henrique Martins de Araújo, não dê o parecer sobre o caso.
As medidas serão analisadas pela presidência da Casa, segundo o vereador e presidente da Câmara, Idenor Machado (DEM).
“A Virgínia protocolou o requerimento ontem [segunda-feira] pedindo a substituição do Cirilo. Vamos analisar e ver como podemos resolver a situação e se preciso, substituir. No caso do Sérgio ela alega parentesco com o Maurício Lemes. Temos outros dois advogados na casa para dar o parecer”, resumiu o presidente.
Caso seja aceita a substituição do vereador, membro da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar ao lado de Marcelo Mourão (PSD) [presidente] e Juarez de Oliveira (PRB) [vice-presidente], um novo nome será escolhido para fazer parte do processo, o que pode demorar alguns dias.
Na semana passada, Maurício Lemes foi notificado pela comissão e tem até quinta-feira para apresentar sua defesa.
ENTENDA O CASO
No dia 9 de junho a vereadora Virginia Magrini (PP) registrou o boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, contra o colega de trabalho, também vereador Mauricio Lemes (PSB), por afirmar que ele teria passado a mão em suas nádegas durante sessão ordinária na noite do dia anterior na Câmara de Vereadores de Dourados.
Na época ela relatou que o fato aconteceu já no final da cerimônia, durante entrega de uma moção legislativa e foi feito por repetidas vezes. Virginia conta que chegou a pensar que fosse outro vereador, porém, depois que afirmou que denunciaria o ocorrido, o próprio Maurício veio até ela e pediu desculpas.
A vereadora conta que logo após o fato pediu que o presidente da Câmara Idenor Machado (DEM) tomasse providência, mas, ele não entendeu o que acontecia no momento já que a sessão ainda ocorria. Logo após o término da sessão Virginia recorreu à comissão de ética da casa de leis, que aceitou a denúncia após votos favoráveis de 15 vereadores e notificou Maurício que tem até quinta-feira para se defender.
Os trabalhos de apuração foram previstos para terminar em 90 dias, mas podem se encerrar bem antes do prazo previsto. Maurício Lemes pode até perder o mandato como punição.
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Vereadora pediu a substituição de Cirilo Ramão da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar - Foto: Thiago Morais/CMD