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Vereador tem fala considerada homofóbica ao atacar administração de governador do RS

17 maio 2024 - 16h13Por Adriano Moretto

O vereador Sergio Nogueira (PP) teve trecho de fala na tribuna da Câmara de Dourados considerado como homofóbica. O caso aconteceu na sessão de segunda-feira (13/5), quando o parlamentar se posicionou negando auxilio ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que na opinião dele realiza uma administração pífia. 

O Estado vive tragédia sem precedentes diante das enchentes que afetaram mais de 400 municípios, resultando até o momento em 154 mortes e 98 pessoas desaparecidas. 

Durante o discurso nesta semana, Sérgio se atém a gestão do atual governador gaúcho e sugere que Leite estaria mais preocupado com o marido, o médico Thalis Bolzan, do que com os governados. 

“Foi falado aqui por alguns vereadores de mandar dinheiro ao Rio Grande do Sul. Cadê esse governador do Rio Grande do Sul? Há cinco anos e quatro meses esse governador do PSDB, que enfrentou no governo dele algumas enchentes, desmoronamentos e colocou agora para 2024 uma quantia ínfima, irrisória, para tratar de um problema de enchentes, alagamentos, soterramento de casas. Um governador que agora entra nas redes sociais e pede Pix! Manda um pix, na conta do Governo do Estado. Aliás, um governador do PSDB, né? Grande governador, o senhor não receberá um pix meu. Posso mandar para Apae, Pestalozzi, para as instituições, para os gaúchos sérios, mas ao senhor não. O senhor está preocupado com o seu primeiro-damo, ai no seu governo”, disse durante a sessão, veja vídeo abaixo a partir de 1h26m da gravação.

Procurado pelo Dourados News, Sérgio Nogueira disse não ter atacado o governador diante da opção sexual e negou ser homofóbico. 

“Não sou homofóbico! Não ataquei a pessoa dele! [a fala] Não foi usada intencionalmente com objetivo de ataque homofóbico! Respeito as opções e orientações sexuais de cada cidadão, inclusive do governador do Rio Grande do Sul”, disse, relatando ainda: “no meu discurso, eu quis dizer sim sobre o pedido de PIX para o governo do Estado do Rio Grande do Sul e a administração pífia dele acerca da situação em que se encontra atualmente o Estado”, afirmou, fazendo alusão aos baixos investimentos do governo para o enfrentamento dessas situações. 

O parlamentar ainda citou que pesquisou a palavra ‘primeiro-damo’, dita por ele na tribuna, e percebeu que a expressão não é utilizada na gramática da língua portuguesa. “O uso da expressão primeiro-damo não está correta de acordo com a gramática da língua portuguesa. Hoje pesquisando percebi que inexiste. A imprensa usa 'primeiro-cavalheiro'”, finalizou. 

Polêmica

Essa não é a primeira vez que o vereador se envolve em polêmica relacionada ao tema. Em setembro de 2014, durante sessão na Câmara de Vereadores de Dourados, ele sugeriu colocar homossexuais em uma ilha por 50 anos.

“Eu respeito quem quiser fazer o que quiser do seu corpo, pode, pode fazer o que quiser, mas não venha me dizer que isso é normal e que a sociedade precisa agir assim. Basta colocar as pessoas que pensam dessa forma numa ilha. Coloca numa ilha. Deixa lá quem quer viver a sua homossexualidade lá numa ilha 50 anos, coloca duas ilhas, duas ilhas, 50 anos. Daqui 50 anos não tem mais ninguém. Por que? Porque a família é constituída de pai mãe, macho/fêmea, homem/mulher, e daí vêm os filhos”, disse no dia 15 de setembro de 2014. 

A fala ocorreu durante debate na Casa relacionado a divulgação de atividades de combate a homofobia que ocorreria nas escolas de Dourados. 

Procurado pelo Dourados News na época, ele justificou via assessoria de imprensa, que a preocupação era em relação ao material distribuído pelo governo federal aos municípios contando o conteúdo.

“A minha fala na tribuna foi em relação a minha preocupação com o material que o governo federal envia para os municípios. Eu comentei que gostaria, como representante de muitos segmentos sociais e presidente da Comissão Permanente de Assistência Social da Casa de Leis do nosso município, participar da análise deste material. Foi essa a preocupação que manifestei na Câmara”, relatou na ocasião.

Sobre o fato de sugerir uma ilha aos homossexuais, Sérgio Nogueira diz ter feito uma analogia sobre ‘natureza procriativa’.

“O que eu fiz na Tribuna foi fazer uma analogia muito utilizada nas mídias sociais, sobre a natureza não procriativa das famílias homossexuais da forma natural como ocorre com famílias heterossexuais. Eu disse que se os homossexuais vivessem em uma ilha, isolados, em 50 anos se extinguiriam, pois não teriam se perpetuado. E vale ressaltar que no meu discurso eu mencionei sobre duas ilhas, logo, os heterossexuais como eu, também estaríamos numa ilha”.
 

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