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ARTIGO

Vamos normalizar a ladroagem no Brasil?, por Rodolpho Barreto

31 janeiro 2026 - 18h40Por Rodolpho Barreto

SEI QUE é um pouco cansativo falar em corrupção por aqui, mas é necessário, pois tudo que eles querem é que o Brasil esqueça ou normalize toda a canalhice que eles fizeram e continuam fazendo: mensalão, petrolão, desvios do BNDES, roubo do INSS, tudo na casa dos BILHÕES, enriquecendo com a exploração do nosso povo sofrido, os mais pobres, os cidadãos e os trabalhadores brasileiros pagadores de impostos, que eles tanto dizem defender. Agora, nós, população de bem, somos apresentados ao que pode transformar-se na maior ladroagem financeira da história republicana. Protagonizada por quadrilheiros a bordo de um banco nanico, a pouca vergonha vai envolvendo integrantes de todas as esferas de Poder...

A bandalheira destroça a já esquálida confiança dos brasileiros em nossos "Três Poderes" do "Estado Democrático de Direito". Fato é que temos as principais instituições do país corroídas pelo extenso e intenso convívio com a incompetência, a corrupção, a leniência e os sucessivos abusos de poder. Dessas catacumbas, os brasileiros já se acostumaram a não esperar grande coisa... Mas não, não podemos nos conformar! No Palácio do Planalto, Lula pilota um Executivo sem rumo. “O terceiro ano de mandato foi uma mistura caótica de incompetência administrativa, retrocesso econômico no estilo Dilma e novos escândalos”, resume o jornalista e comentarista político Adalberto Piotto. (Fonte: Revista Oeste)

ALÉM DE fazer retroceder a economia e ressuscitar a corrupção em larga escala, “o fato novo desse terceiro mandato tende a ser ainda mais grave: a completa corrosão das instituições”. Também na Praça dos Três Poderes, temos um Legislativo em leilão, constata o jornalista Edilson Salgueiro. “O Congresso passou a ser comandado por uma entidade sem ideologia, sem projeto de país e sem compromisso com o eleitor: o centrão.” O grupo, movido pelo fisiologismo, dita as regras. “Essa realidade não é nova, mas atingiu um grau de desfaçatez jamais visto na história republicana.” Poderemos mudar essa configuração em 2026? Tomara! Façamos uma "limpa" pelo voto! Não podemos perder a esperança!

O comentarista político Eugenio Esber vê em Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, envolvidos no caso Master, "dois zumbis" que vagam pelos corredores do Supremo arrastando as correntes da suspeição. “Ambos quebraram os códigos legais e morais da República para satisfazer seus próprios interesses e os de grupos políticos a eles consorciados.” Passaram dos limites “a um ponto tal que já perderam o respeito até mesmo dos aliados de ocasião”. Responderão por suas condutas? Assim espera o povo de bem, que clama por justiça! A missão essencial de uma Corte Constitucional, ensina o especialista Manoel Gonçalves Ferreira Filho, “é garantir a supremacia da Constituição, não dos poderosos”. 

NO ENTANTO, adverte, o STF passou dos limites constitucionais. O tribunal, segundo o jurista, “criou e mantém um estado de exceção em nome da defesa da democracia e tem tomado medidas que desobedecem às normas constitucionais”. Se é ilegal, não pode ser democrático. Os ministros, por exemplo, agora tornaram ré uma passageira de um voo São Luís-Brasília que teria ofendido Flávio Dino. “Esse é o mais recente caso exemplar de desrespeito à lei. Maria Shirlei é cidadã comum, servidora da secretaria de saúde e não tem foro privilegiado no Supremo. Então, o que ela está fazendo lá?”, estranha o jornalista Alexandre Garcia. A verdade é que fazem o que querem, não o que determina a Lei.

O caso Master, observa, “desaba sobre o Supremo e abala as estruturas antes temidas e intocáveis. Mas ainda resta corrigir a boca da enfermeira Maria Shirlei exemplarmente”. Na opinião do comentarista Rodrigo Constantino, Alexandre de Moraes “assumiu a cara de principal vilão da nação, aquele que perseguirá de forma implacável os adversários políticos, com censura, prisões arbitrárias, abuso de direitos humanos etc.” No entanto, Dias Toffoli “tenta o impossível: desbancar o colega e assumir o trono”. O rigor da lei utilizado contra cidadãos decentes é substituído pela tolerância quando o acusado é criminoso confesso. Criminosos comuns estão simplesmente sendo soltos...

GRAÇAS À “política de desencarceramento” do governo Lula, as audiências de custódia se tornaram audiências de soltura, relata Uiliam Grizafis. “Acusações contra policiais e liberações em série marcam o afrouxamento penal no Brasil”, alerta o repórter. A Justiça já realizou quase 2 milhões destas audiências, nas quais pelo menos 680 mil acusados foram soltos. A leniência não se aplica aos policiais, em boa parte dos casos acusados de abusos e investigados pela corregedoria. É triste afirmar isso, mas o fato é que ainda vivemos uma inversão total de valores: polícia é malvada e bandido é "vítima da sociedade"? A boa notícia é que a maioria não cai mais nesse papo furado. Já é o primeiro passo.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram requerimento para a quebra dos sigilos bancário e fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, pela CPI do Crime Organizado. A solicitação menciona o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane, que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos para a defesa da instituição financeira em casos que viessem a ser instaurados no Banco Central, na Receita Federal e em outros órgãos. "A República não se sustenta sobre relações pessoais, cargos ou sobrenomes, mas sobre transparência, legalidade e igualdade perante a lei", diz o documento.

O VEREADOR de Curitiba e autor do "Dossiê Moraes", Rodrigo Marcial, resumiu: "Moraes afasta Ibaneis (governador do DF) em 2023 (por causa do 8 de janeiro); libera ele só em fevereiro de 2025; vai na casa do dono do banco falido com o presidente do banco (BRB de Brasília) que Ibaneis controla. Dia 28 de Março: o BRB compra o banco falido por R$ 2 bilhões. É muita coincidência". O vereador concluiu: "Meses depois da compra de R$ 2 bilhões, o Banco Central BARRA a operação e abre investigação por FRAUDE no Banco Master. É essa investigação que explodiu agora". A reportagem é do Metrópoles, mas Moraes nega, inclusive criminalizando o jornalismo em sua nota. Tudo deve ser investigado... E será?

"Não deveria surpreender que novo escândalo tenha surgido de maneira tão volumosa. O chefão do esquema, Daniel Vorcaro, não fez nada de extraordinário. Ele só se aproveitou do ecossistema criado no Brasil para normalizar a liberdade de Lula e dos demais envolvidos nos esquemas apurados pela Lava Jato. Vorcaro cresceu em um caldo de cultivo em que não existem mais limites éticos e morais entre quem investiga e é investigado, entre quem julga e é julgado, entre quem prende e é preso..." (Leonardo Coutinho) 

O CASO Master, destaca o advogado André Marsiglia, reflete um quadro institucional profundo, que “cruza o sistema bancário, a atuação do Estado, a credibilidade das instituições e a confiança do cidadão comum no sistema de justiça, na estabilidade do sistema financeiro”. Inclui, ainda, “a suspeita concreta de uso do cargo, por pelo menos dois ministros da Corte Suprema, para beneficiar uma entidade bancária através de tráfico de influência”. Será que estamos caminhando para, finalmente, vermos os poderosos serem punidos por seus crimes? "No faroeste à brasileira, os bandidos seguem dando voz de prisão aos mocinhos." Mas eles não são eternos. Sejamos a semente da mudança! Acorda, Brasil!

O embaixador Ernesto Araújo escreveu: "A caminhada de Nikolas dá expressão ao povo brasileiro contra toda a República de Tayayá, e não apenas ao bolsonarismo contra o lulopetismo. De fato, a caminhada pode mudar tudo, transformando a candidatura de Flávio na ponta de lança de um movimento antissistemas renascido".

ENQUANTO a velha imprensa tenta ignorar Nikolas ou focar só no raio, o jovem deputado ultrapassou vinte milhões de seguidores no Instagram! Milhões de brasileiros acompanharam sua caminhada pelas redes sociais e os poucos veículos independentes que ainda fazem jornalismo. O sistema podre e carcomido achou que mataria a direita ao prender Bolsonaro. Quebraram a cara! O movimento é muito maior do que um só nome. Há um despertar de parcela significativa da população, um fenômeno novo que não pode ser desfeito. Acorda, Brasil. Esse era o slogan da caminhada. E Nikolas ajudou a devolver ao povo a esperança, o desejo de lutar por sua liberdade. (Rodrigo Constantino)
 

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