Proposta pelo deputado estadual Laerte Tetila (PT), a Assembleia Legislativa realiza amanhã audiência pública para debater os conflitos agrários envolvendo produtores rurais e indígenas de Mato Grosso do Sul.
A audiência, “Terra: Vida e Paz no Campo”, debaterá, portanto, um projeto de lei de autoria do deputado Laerte Tetila (PT) que trata da aquisição de terra para indígenas no estado chamado Fepati – Fundo Estadual para Aquisição de Terras Indígenas em Mato Grosso do Sul.
A audiência acontecerá nesta quinta-feira no plenário “Deputado Júlio Maia”, localizado na própria Assembleia, a partir das 14h, e é aberto a todos os segmentos sociais e, principalmente, para aqueles setores ligados à questão fundiária indígena.
Pelo projeto de Tetila, o Fundo poderá receber recursos da União, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), de ONGs (Organizações Não-governamentais), entidades sociais e do próprio Governo do Estado.
Com os recursos em caixa, o Governo do Estado poderá adquirir terras indígenas tradicionais que estão em litígio atualmente, podendo, ainda, equacionar demandas que aguardam por vários anos por uma solução.
O cadastro das terras que poderão ser compradas, segundo o projeto de lei do deputado Laerte Tetila, será feito pela Secretaria de Estado de Agricultura, que ficará a cargo, também, de todo trâmite burocrático referente à questão, desde a entrega dessas terras até a fiscalização de sua utilização.
“Já fizemos esse debate na cidade de Dourados, onde ouvimos produtores rurais e indígenas, pessoas estudiosas do assunto e representantes do Estado, de modo que o debate foi amplo e participativo. Queremos que isso se repita em Campo Grande, onde há outras etnias indígenas envolvidas no processo e esperamos que representantes de nações do norte de Mato Grosso do Sul também participem. Aguardamos, também, as sugestões dos produtores rurais”, adianta Tetila.
“Por que estamos fazendo tantos debates? Simples: porque queremos que esse seja um projeto com participação popular; que os envolvidos no processo possam decidir. Acreditamos que aquilo que é imposto de cima para baixo não serve à democracia, por isso, quanto mais pessoas participarem, melhor para o aperfeiçoamento do Fepati”, esclarece o deputado petista.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Quizomba leva ao Aterro do Flamengo conscientização sobre ecologia

Confronto com a PM termina com um morto em Anhanduí

Projeto cria fundo para acolhimento de animais para financiar abrigos
Homem em situação de rua ataca mulher com pedradas e acaba preso

Resgates no mar do RJ passam de mil

Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski vencem mais uma no WTA de Dubai

Idoso é preso em Bonito após ser acusado de importunação sexual em balneário

Receita admite acesso indevido a dados de ministros do STF e parentes

Aos 106 anos, morre Luiz Bangbala, ogan mais antigo do Brasil

Veja dicas para proteger seu celular de golpes virtuais no carnaval
Mais Lidas

Vítima registra ocorrência após descobrir dívida de R$ 72 mil ao tentar financiamento imobiliário

Mulher é detida após consumir produtos em feira do Jardim São Pedro e se recusar a pagar

Veja o que funciona nesta segunda de Carnaval em Dourados
