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POLÍTICA

'Tem que saber perder', afirma Dilma em entrevista à CNN

10 julho 2014 - 18h55

A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista à rede norte-americana CNN que futebol não é guerra e que é preciso saber perder, em referência à goleada de 7 a 1 para a Alemanha que tirou a seleção brasileira da final da Copa do Mundo.

A emissora exibiu nesta quinta-feira (10) a segunda parte da entrevista, gravada no dia anterior. No trecho que foi ao ar na tarde desta quinta, Dilma afirmou que, no domingo, dia da final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina, no Rio de Janeiro, cumprimentará a chanceler Angela Merkel pela vitória da seleção alemâ.

"É essencial ter fair play. Além de saber ganhar, tem que saber perder. E, quando você perde, você tem que cumprimentar o seu adversário porque não é uma guerra, é um jogo. E é por isso que o futebol nos encanta”, disse a presidente, que entregará a taça ao capitão do time vencedor na final de domingo no Maracanã.

Na primeira parte da entrevista, exibida na quarta (9), disse que não imaginava uma derrota de 7 a 1 nem em seus "piores pesadelos". Na segunda parte, Dilma falou também sobre política, desafios do Brasil e ascensão social no país.

Como fez em atos políticos, Dilma voltou a defender os aeroportos que foram ampliados e reformados para receber os torcedores durante o período do Mundial. Ela ressaltou que os estádios custaram R$ 8 bilhões – R$ 4 bilhões financiados pelo governo federal – e que nos últimos anos foram investidos R$ 1,7 trilhão em saúde e educação no país.

Ao comentar a situação de jogadores que vão atuar em clubes do exterior, Dilma defendeu que os atletas continuem no Brasil, uma vez que eles e os torcedores são as principais atrações das partidas. "Nós construímos estádios para nós mesmos. O Brasil não quer continuar exportando jogadores de futebol. Exportar jogadores significa que nós desistimos da principal atração que ajuda os estádios a ficarem cheios", disse.

Espionagem

Dilma foi questionada pela jornalista Christiane Amanpour sobre as denúncias de espionagem praticadas pelo governo dos EUA da qual ela, ministros, empresas brasileiras e cidadãos brasileiros teriam sido alvos. A presidente atribuiu a governos anteriores o início das práticas de monitoramento.

“Eu não acredito que a responsabildiade pelos hábitos de espionagem sejam da administração do presidente Obama. É de um processo que se iniciou depois do 11 de setembro”, afirmou a presidente, que classificou os EUA como “parceiro estratégico”.

Ditadura

Dilma foi indagada ainda sobre aspectos relacionados à sua vida pessoal, principalmente a adolêscência e sobre o período em que ficou presa em razão de atuar contra o regime militar. A presidente afirmou que após a ditadura o Brasil passou a entender o papel da democracia.

“A dor praticada por alguém sobre outra pessoa é algo imperdoável, bárbaro, que quem faz isso tem uma perda de valores humanos, de tudo o que nós conquistamos ao sair das cavernas e nos elevarmos à condição de civilizados”, disse.
Segundo Dilma, a ditadura limita os sonhos das pessoas. “E eu nunca sonhei em ser presidente”, concluiu.

Corrupção

Ela também foi questionada sobre os mecanismos que o governo federal adotou para o combate à corrupção. Dilma ressaltou a criação do Portal da Transparência, para que a população possa acompanhar via internet os gastos do governo e monitorar se algo estiver errado.

“Eu acredito que essa é uma questão fundamental no país. Eu defendo, e a minha vida toda demonstra isso, eu defendo tolerância zero com a corrupção, e isso não pode ser só uma fala presidencial. Tem de resultar em modificações institucionais”, disse a presidente.

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