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A redução de jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, sem redução dos salários deverá ser aprovada este ano no Congresso Nacional. Lideranças sindicais de Mato Grosso do Sul acreditam que a matéria será uma das primeiras a ser pautadas neste ano eleitoral. “O movimento sindical brasileiro, por intermédio das centrais sindicais, confederações e federações de trabalhadores, tem exercido forte pressão nos parlamentares e não só para colocar a matéria em pauta como também para aprová-la para gerar novas oportunidades de trabalho no Brasil”, afirma Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul e diretor da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) e presidente da Fetracom (Fed. dos Trab. no Comércio e Serviços de MS).
O vice-presidente da Força Sindical Regional MS, Estevão Rocha dos Santos, também não tem dúvida da aprovação dessa e de outras matérias de interesse dos trabalhadores brasileiros. Ele cita, como exemplo, o fim do fator previdenciário, que reduz em até 40% o valor das aposentadorias no Brasil. “Esse famigerado fator previdenciário também está com os dias contados este ano”, afirmou.
Jose Lucas da Silva, coordenador do FST/MS (Fórum Sindical dos Trabalhadores de MS) também torce pela redução de jornada para 40 horas semanais. Em 2011, segundo ele, o movimento sindical brasileiro exerceu forte pressão nos parlamentares, fazendo um lobby muito grande nos gabinetes para ganhar apoio a essa proposta. “Deste ano a matéria não passa e não temos dúvida de que os trabalhadores serão os grandes vitoriosos nesse processo”.
José Lucas, que preside a Feintramag MS/MT e é membro da Central Sindical de Profissionais – CSP, disse que o movimento sindical fez uma grande pressão no ano passado junto aos parlamentares para que essa matéria seja aprovada. Ele explicou que deputados e senadores estão bem conscientes de que no Brasil não é diferente de outros países onde o desemprego atingiu níveis elevados e, paradoxamente, enquanto muitas pessoas estão desempregadas outras trabalham longas jornadas.
Com a intenção de intervir nessa situação, as centrais sindicais brasileiras decidiram, em 2001, unificar ações por meio de uma campanha pela redução da jornada de trabalho, tendo como objetivos a criação de empregos de qualidade e a distribuição de renda.
Em 2007, as centrais sindicais, reafirmando a unidade construída ao longo das lutas nesses últimos anos, em especial nas três Marchas do Salário Mínimo (2004 a 2006) e a Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho, priorizaram, na IV Marcha dos Trabalhadores, três eixos fundamentais da agenda dos trabalhadores:
- Redução de jornada de trabalho;
- Mais e melhores empregos;
- Fortalecimento da Seguridade Social e das Políticas Públicas.
QUALIDADE DE VIDA – A redução da jornada de trabalho para 40 horas, na opinião de Gilson da Silva Sá, presidente do Sinpospetro/MS (Sind. dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de MS), vai proporcionar mais qualidade de vida para os trabalhadores, que terão mais tempo para fortalecer os laços familiares e até para fazer cursos de aperfeiçoamento profissional visando melhor remuneração.
“O trabalhador brasileiro terá mais tempo para a família e isso vai ajudar para que tenhamos uma sociedade mais forte livre de problemas que hoje assolam as famílias, como as drogas o divórcio e outros”, comenta Gilson Sá que não tem dúvida de que nesse ano de eleição a matéria será aprovada no Congresso Nacional.
O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Mato Grosso do Sul – FTI/MS, José Roberto Silva também comentou sobre os benefícios da redução de jornada para 40 horas semanais: “As pessoas vão ter mais saúde trabalhando menos e poderão se dedicar mais à vida social com seus familiares e terão mais tempo para educar e orientar os filhos. No final, todos vão ganhar. Inclusive os empresários que terão um serviço de melhor qualidade prestado por trabalhadores saudáveis e preparados”, comentou.
Ricardo Martinez Froes, presidente do Sintrae/MS e presidente regional da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil) também está convicto de que a redução de jornada e o fim do fator previdenciário serão aprovados este ano.
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