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ELEIÇÕES 2014

Sidney Melo ‘quer romper com privilégios às minorias’

31 julho 2014 - 00h01



# Sidney Melo ‘quer romper com privilégios às minorias’


O Dourados News dá continuidade em sua série de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado. O postulante desta semana é Sidelvar Aparecido de Melo ou professor ‘Sidney Melo’, 43, do Psol.

Ao todo, são 11 perguntas questionando sobre diversos temas e todas as quintas, um nome será colocado em evidencia na intenção de ajudar o internauta a fazer a sua escolha até o dia 5 de outubro, data programada para as eleições gerais no Brasil.

As perguntas foram encaminhadas para as assessorias de todos os candidatos e serão publicadas por ordem de chegada a redação.

Confira a entrevista com Sidney Melo

Sidelvar Aparecido de Melo ou professor Sidney Melo, como é conhecido, é historiador e tem 43 anos. Atuou no movimento estudantil na juventude e em 2000 disputou uma vaga na Câmara de Campo Grande, tornando-se suplente pelo PMN. 12 anos depois entrou na disputa pela prefeitura da Capital pelo PSOL.

Atualmente, o candidato atua na rede particular de ensino da cidade, além disso, desempenha as funções de Secretário do Psol/MS e faz parte da Direção Nacional da Intersindical.

Dourados News - Aponte uma razão para a qual pretende ser governador de MS?

Professor Sidney Melo - Acreditamos que o povo de Mato Grosso do Sul, merece um modelo de gestão que responda as necessidades reais da população e não apenas das elites econômicas e das oligarquias políticas que se revezam a mais de 20 anos no poder. Optar pela nossa proposta significa romper com o modelo que privilegia uma minoria em detrimento da maioria. Representamos a mudança necessária para o avanço do desenvolvimento e da distribuição de renda, ou seja, representamos as expectativas do eleitor que busca através do voto melhores condições de trabalho, de educação, de saúde, de moradia, enfim, de qualidade de vida.

DN - Resuma em poucas linhas o seu plano de governo.

SM - Nosso plano de governo está centrado em combater os vícios da máquina pública para torná-la mais eficiente. Temos uma proposta com alicerces bem fundamentados na valorização do servidor público, na transparência administrativa para combater a corrupção e no respeito aos direitos humanos, principalmente no que diz respeito às minorias e as populações que vivem no limite da vulnerabilidade social.

DN - Como você avalia o MS hoje a nível de Brasil?

SM - Mato Grosso do Sul é um gigante do Brasil. Temos uma capacidade produtiva imensa e pouco explorada, um bioma extremamente rico e desperdiçado por falta de iniciativas e incentivos à pesquisa. Contamos ainda com uma população muito aguerrida e batalhadora, mas que não encontra respostas do poder público como investimento estatal em qualificação profissional. Somos uma das maiores potências turísticas, contudo, pouco divulgada, ou seja, neste conjunto Mato Grosso do Sul pode ser o Estado referência do Brasil no quesito desenvolvimento sustentável, e assim será à partir de 1º de janeiro quando o PSOL chegar ao governo.

DN - Qual a sua proposta para setores bastante específicos e carentes como saúde e educação?

SM - Vamos instalar hospitais com capacidade para atendimento de complexidade nas onze microrregiões. Trabalhar a questão da saúde como um tema transversal que contará com políticas de educação e assistência social para garantir a prevenção de patologias diversas, além disso, desenvolveremos programas de saúde como o médico da família com foco na prevenção. No campo da educação, vamos associar o ensino médio ao ensino técnico com a abertura de escolas integrais, para, assim garantir ao jovem a qualificação profissional e o acesso ao mercado de trabalho. Nos dois setores vamos construir em conjunto com os trabalhadores planos de cargos e carreira que garantam além da estabilidade, a devida remuneração e o devido reconhecimento pelos serviços prestados à população.

DN - Quais os fatores que elevariam o desenvolvimento da região da Grande Dourados contidos em seu plano de governo?

SM - A descentralização do atendimento em saúde, os estudos e pesquisas vocacionais de cada região, a política de expansão industrial para além da região do Bolsão, a formação e qualificação continuada da mão de obra, a criação das ‘Assembleias do Povo’, o aperfeiçoamento da logística de transporte de cargas e de pessoas, enfim, todas as ações propostas em nosso plano de governo estão voltadas para o Estado como um todo e não se restringe a uma cidade ou região, pois, resguardando as proporções todas as cidades e regiões têm a mesma importância.

DN - Um ponto bastante citado pela população de Dourados é a falta de efetivo policial e de segurança no município, qual o seu plano para essa questão?

SM - Este é um tema que aflige todo o MS, em algumas cidades mais, em outras menos. Vamos sair da rotina administrativa que apresenta viaturas e armas, mas não investe na formação do profissional de segurança pública. Vamos realizar concursos públicos para garantir material humano desde o policial até o delegado em todas as cidades de MS. Para cumprir este objetivo, este setor público receberá atenção especial na sua formação e passará por constante processo de aperfeiçoamento (cursos, intercâmbios, etc) para garantir a integridade física e psicológica do servidor público da segurança e a proteção da população.

DN - Falando de Estado, qual medida seria necessária para difundir mais a cultura regional local para o restante do país?

SM - Ações que valorizem as manifestações culturais regionais. Os grandes festivais culturais como o de Bonito e de Corumbá serão reeditados nos outros grandes municípios, além disso, vamos investir no intercambio cultural entre as regiões e promover a troca de saberes entre os grupos culturais do Estado. Assim apresentar um calendário de festivais contemplando todas as regiões de Mato Grosso do Sul. Entre as mudanças que faremos existirão atividades para organização de oficinas culturais, ciclos de palestras, publicações, e outras, combinadas com as apresentações dos artistas nacionais. Estas atividades podem ser viabilizadas relativamente com poucos recursos e produzem conseqüências mais duradouras. Vamos desenvolver projetos voltados para a criação e formação de público, entre eles: “Jovens no teatro”, garantindo o acesso de alunos do ensino fundamental e médio aos espetáculos, e “Trabalhador no teatro”, projeto para estimular os trabalhadores a assistir espetáculos de qualidade (isso pode ser feito com uma série de iniciativas, como a diminuição do preço dos ingressos, o incentivo as companhias locais de artes, a circulação de informações e a organização de transporte gratuito). Enfim, vamos abrir caminhos para devolver a cultura a sua origem, ou seja, ao povo.

DN – E para o esporte?

SM - Gastamos muito em publicidade que praticamente nada devolvem ao nosso Estado. Vamos investir na publicidade para atrair a volta do público para as atividades esportivas. Além disso, investiremos na formação de base de nossos atletas e pretendemos desenvolver parcerias com clubes, associações, federações e confederações esportivas para criar espaços apropriados para a prática de esportes e para a realização de competições de todas as modalidades. Neste contexto, a cidade de Dourados será uma das prioridades dada a sua localização e sua densidade populacional.

DN - Em relação à questão indígena, como você avalia atualmente?

SM - Entendemos que é responsabilidade do Estado a proteção de seus cidadãos independente de sua origem étnica. No caso dos povos originais, percebemos que é necessário respeitar suas tradições e sua cultura e contribuir com soluções para os conflitos que envolvem a posse de terras. Os Tekohas devem ser respeitados e o povo nativo deve ser ouvido pelo Estado. É inconcebível aceitar que o Estado que detém a segunda maior reserva indígena do país seja o primeiro no ranking dos assassinatos deste povo. Buscaremos estabelecer uma política que garanta o diálogo e o respeito mútuo, mas não vamos tolerar a formação de milícias ou de grupos de extermínio. A tutela das terras é do Estado e da Federação e cabe ao governo encontrar alternativas que garantam a paz no campo para produzir e para viver.

DN - Qual seria a maneira de acabar com o conflito envolvendo produtores rurais e índios?

SM - O primeiro passo é o reconhecimento do Estado de uma questão óbvia: Nós temos uma dívida histórica com os povos nativos. Não existe lógica em receber prêmios por produção quando esta é regada com sangue inocente. Vamos incentivar e garantir a realização de estudos sobre a questão que envolve a titularidade da terra, e, garantiremos a posse dos povos originais sempre que o espaço for reconhecido pelos parâmetros legais atuais como território indígena, sem abandonar o debate em defesa de outros espaços para que o produtor possa continuar a contribuir com o desenvolvimento do Estado. Nosso governo protegerá o indígena e também será o representante dos produtores junto ao Governo Federal quando a necessidade e a justiça entenderem que os mesmos fazem jus a compensações ou indenizações.

DN - Para finalizar, qual será a primeira medida tomada ao assumir o governo, caso vença o pleito eleitoral deste ano?

SM - A realização de minuciosa e criteriosa auditoria para identificar as possíveis ações a serem tomadas e a imediata convocação do grupo de trabalhos que deverá encaminhar a preparação dos planos de cargos e carreira dos setores públicos. Somente destravando a máquina pública poderemos atuar nas principais carências da população.

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