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Senador ressurge reivindicando o lugar de principal liderança política da oposição nos próximos anos

04 dezembro 2006 - 16h17

Após disputar e perder a eleição para o governo do Estado, o senador Delcídio Amaral ressurge reivindicando o lugar de principal liderança política da oposição nos próximos quatro anos. Embora não tenha feito nenhum juramento de ficar para sempre, deixou muito claro que sua trincheira será o PT.

Em uma entrevista de quase uma hora concedida nesta segunda-feira, Delcídio falou sobre o seu futuro político, criticou aliados que o teriam abandonado e disse que o PT, fora do governo do Estado, terá de se readequar a uma “nova realidade” política.

“O PT vai emagrecer (perder filiados) a partir de 1º de janeiro, é um processo que cria instabilidade, mas também é positivo porque vai sair de projetos individuais para um projeto partidário”, avalia ele. Segundo ele, a volta à oposição fará o PT se repensar. “O PT será o foro dos grandes debates dos projetos políticos tanto em 2008 quanto em 2010”.

O senador criticou o partido especialmente em Campo Grande por ter deixado de ocupar espaços que foram ocupados pelo grupo liderado por André Puccinelli (PMDB). Não se referia apenas à eleição de 2006, mas ao curso do processo político na Capital dos últimos anos.

“Quando chegar 2008 temos que ver primeiro qual o perfil do candidato que queremos, porque há uma reação da população de Campo Grande contra determinados políticos”, alfinetou genericamente, mas admitiu que a derrota de Vander Loubet, em 2004, foi um reflexo desta “reação”.

Delcídio voltou a citar os nomes de Pedro Kemp, Antônio Carlos Biffi e da atual primeira-dama do Estado, Gilda dos Santos, como possíveis alternativas à sucessão de Nelson Trad Filho (PMDB).

O senador disse que não abrirá mão de ocupar o papel de oposicionista. “Vou ocupar este espaço, marcar posição até em respeito ao grande número de pessoas que viram diferença entre os dois projetos e votaram na gente. Queremos a discussão de projetos”, disse, lamentando que o anúncio da suspensão dos programas sociais, por exemplo, não tenha inspirado reações de defesa mais consistentes dentro do atual governo.

A oposição citada por Delcídio, contudo, não parece estar ligada no piloto automático. Uma das propostas de André Puccinelli (PMDB), a de obter da bancada federal a indicação que os recursos das emendas sejam executadas pelo governo do Estado (modalidade 30 de execução), tem o apoio do senador. “Essa é uma coisa que sempre fui a favor porque dá mais racionalidade aos investimentos federais, isso é positivo porque está dentro da visão do Estado como um todo”.

Futuro e fisiologismo aliado – Mais afastado do calor da disputa eleitoral, Delcídio diz agora que estava como candidato de uma aliança frágil, afirmando que, no caso da chapa proporcional, faltou até candidato. “Estou em paz com a minha consciência, fiz o meu melhor, e enfrentei também alguns rescaldos do PED (eleição interna do PT em 2005) e da própria CPI dos Correios”.

A crítica mais ácida foi endereçada ao PL e PDT, partidos que integraram a base de sustentação de Zeca do PT, inclusive ocupando cargos, e que apoiaram Puccinelli na disputa. Segundo o senador, os aliados acreditaram que sua candidatura não tinha potencial para algo muito além dos 20% dos votos (teve 37%). “Isso é adesismo, é fisiologismo, repetiram um comportamento de décadas”.

Cargos federais – Delcídio também defendeu hoje que os cargos federais que caberão ao PT devam ser discutidos não só por deputados federais, mas também pelos estaduais eleitos pelo partido. “Acho fundamental ser discutido pela bancada federal e estadual”, disse.

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