Rachado com conflitos internos e as prováveis saídas do ex-deputado federal e radialista Marçal Filho e da vereadora Délia Razuk, o PMDB deve manter o acordo com o PSB para a sucessão municipal em Dourados.
A vinda do ex-governador André Puccinelli na segunda-feira passada ao segundo maior colégio eleitoral do Estado, serviu para praticamente selar a aliança iniciada em 2012 quando Murilo Zauith (PSB) foi eleito, tendo como vice, Odilon Azambuja.
Na data da visita, Puccinelli e Zauith se sentaram na companhia do deputado estadual José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSB) - indicação unânime do partido - e do também estadual Zé Teixeira (DEM), para tratar o assunto. A dúvida seria quem encabeçaria a chapa.
No mesmo dia, ex-chefe do Executivo estadual negou a visita como forma de interferir na disputa, do mesmo jeito que afirmou não existir problemas internos no partido.
“Fui convidado, não vim interferir em nada aqui, nem apaziguar qualquer situação”, e depois questionou, “existem arestas para se aparar aqui?”.
ESTOPIM
A costura iniciada entre as partes teria sido o estopim para a saída de Délia e Marçal. Com o atual prefeito participando das articulações, o espaço para ambos ficaria ainda menor na sigla.
A vereadora foi prefeita interina antes da eleição extemporânea que elegeu Zauith pela primeira vez, em 2011, quatro meses depois do escândalo “Uragano”, que resultou na prisão do então chefe do Executivo municipal Ari Artuzi, seu vice Carlinhos Cantor, vereadores, secretários, empresários e assessores.
Já em 2012, quando PMDB e PSB decidiram caminhar juntos, Marçal Filho – que aparecia bem cotado nas pesquisas internas do PMDB – acabou preterido pelo partido, se virou contra a chapa e apoiou do início ao fim a campanha da também radialista Keliana Fernandes, hoje no PPL.
MUITOS NOMES, UM CARGO
Mesmo com a possível saída de Délia Razuk e a anunciada 'pulada' de Marçal Filho, os nomes são muitos para compor a majoritária.
Além do deputado federal Geraldo Resende, que se coloca a frente da situação em qualquer assunto que remeta a disputa de 2016, lideranças como o deputado estadual Renato Câmara, empresário Celso Dal Lago e do próprio Odilon, aparecem cotados pela sigla.
Porém, a falta de entendimento entre as indicações é evidente ao ponto das próprias lideranças apontarem para ‘muita briga para pouca vaga’.
POSSÍVEIS RIVAIS
O racha do PMDB pode servir como uma ‘pitada’ a mais na disputa eleitoral de 2016, principalmente diante do aceite de Marçal para retornar após quase duas décadas para o PSDB.
Convite feito pelo governador Reinaldo Azambuja não garante o lançamento do ex-deputado como candidato, porém, ele sabe que em ninho tucano suas chances aumentam, principalmente porque o número de concorrentes é menor.
Já Délia deve ter as portas abertas para concorrer ao cargo que ocupou no passado em qualquer sigla que a mesma esteja.
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