Está na pauta de votação da sessão ordinária desta quarta-feira (6) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o Projeto de Lei 276/2025, de autoria do deputado Pedro Kemp (PT) que trata do combate ao idadismo (discriminação baseada na idade) e busca ampliar políticas públicas voltadas à promoção da equidade entre diferentes faixas etárias. Pelo texto, o idadismo é definido como qualquer prática que tenha como objetivo ou efeito restringir o acesso a direitos e liberdades fundamentais em razão da idade. Entre os principais objetivos da matéria estão a promoção da igualdade de oportunidades entre gerações, o enfrentamento do preconceito etário e o incentivo à convivência e à troca de experiências entre pessoas de diferentes idades.
O projeto também prevê a adoção de medidas práticas para enfrentar o problema, como a realização de campanhas educativas, a formalização de parcerias com organizações da sociedade civil, empresas e instituições de ensino, além da criação de mecanismos para denúncia e apuração de casos de discriminação. A iniciativa surge em um contexto de mudanças no perfil demográfico brasileiro.
Dados do Censo de 2022 apontam que a população com 65 anos ou mais já representa 10,9% do total do país, evidenciando um crescimento significativo nas últimas décadas. Em contrapartida,a parcela de crianças e adolescentes vem diminuindo, indicando um processo acelerado de envelhecimento da população.
Esse cenário amplia os desafios para o poder público, especialmente nas áreas de saúde, assistência social, previdência e inclusão no mercado de trabalho. Também reforça a necessidade de enfrentar o idadismo, que pode afetar tanto pessoas idosas quanto jovens, gerando exclusão social, dificuldades de acesso a oportunidades e impactos na saúde mental. Embora o país já conte com instrumentos legais, como o Estatuto do Idoso, o preconceito etário ainda se manifesta em diferentes ambientes, como no mercado de trabalho, na mídia e até nos serviços de saúde.
O deputado Pedro Kemp (PT) explica que o projeto busca fortalecer o arcabouço jurídico estadual e ampliar ações de conscientização, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e preparada para a nova realidade demográfica.
Também está na pauta de votação , em redação final, o Projeto de Lei 305/2023, do deputado Coronel David (PL), que cria o cadastro estadual de crimes sexuais. Em discussão única vai à deliberação do plenário o Projeto de Lei 274/2025, do deputado Zé Teixeira (PL), que dá denominação à 16ª Residência Regional da Agesul, com sede em Bela Vista.
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A iniciativa surge em um contexto de mudanças no perfil demográfico brasileiro - Crédito: Wagner Guimarães/ALEMS