O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta segunda-feira, dia 29 de novembro, que a Casa não analisará neste ano o projeto de reforma do Imposto de Renda. Segundo o parlamentar, a decisão sobre a proposta ficará para 2022.
Pacheco deu a declaração durante evento em Curitiba (PR), promovido pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap).
De acordo com o presidente do Senado, a Casa tem "senso de urgência" sobre a proposta, que considera "importante", mas o assunto ainda está em análise pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
"O projeto do Imposto de Renda [está] tramitando com o senador Angelo Coronel [PSD-BA] na CAE, fazendo debate próprio, mas não deve ser apreciado este ano. Fica para o ano que vem a decisão para esse projeto da reforma do Imposto de Renda", declarou Pacheco.
A reforma do Imposto de Renda prevê, entre outros pontos, o retorno da tributação sobre lucros e dividendos pagos por empresas a seus acionistas. O texto foi aprovado pela Câmara em setembro e desde então está em análise no Senado.
A equipe econômica do governo defendia a aprovação da medida em 2021como uma das formas de bancar o Auxílio Brasil em valor superior ao do Bolsa Família, mas Pacheco já vinha dizendo que a reforma do IR não poderia ser a "condição única" para o financiamento do programa social.
Como os senadores avaliam tornar o valor de R$ 400 permanente, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige que o governo indique a fonte de recursos para esse aumento.
Para entrar em vigor, eventuais mudanças no Imposto de Renda precisam ser aprovadas no ano anterior. Ou seja, se a proposta for aprovada em 2022, as novas regras só valerão em 2023.
PEC dos Precatórios
Rodrigo Pacheco também comentou nesta segunda-feira a proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC dos Precatórios.
Precatórios são dívidas da União reconhecidas pela Justiça. A proposta limita os pagamentos anuais e altera o período de inflação para o cálculo do teto de gastos. O texto, que já passou pela Câmara e está no Senado, se tornou a principal aposta do governo para bancar o Auxílio Brasil porque, se aprovado, abrirá espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento.
O texto está na pauta desta terça (30) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo Pacheco, se o texto passar na CCJ, ele levará a proposta "imediatamente" ao plenário do Senado.
O parlamentar disse ainda acreditar que a inclusão na pauta do plenário principal ocorrerá na próxima quinta-feira (2).
O senador do PSD disse ainda respeitar posicionamentos de especialistas e instituições contrários à PEC dos Precatórios, entretanto, criticou a falta de apresentação de soluções.
No Senado, parlamentares apresentaram versões alternativas à PEC, que excluem o pagamento dos precatórios do teto de gastos, o que abriria espaço para pagamento do Auxílio Brasil.
Refis
Na mesma palestra, o presidente do Senado defendeu o projeto de sua autoria que tem o objetivo de incentivar a regularização de dívidas tributárias.
O chamado "Refis da Covid" permite pagamento de débitos de pessoas e empresas em até 144 parcelas, com descontos de 90% em juros e multas e 100% em encargos. A proposta aguarda análise da Câmara.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Mega-Sena pode pagar nesta quinta prêmio de R$ 45 milhões

Programa Prospera MS chega a Dourados nesta quinta-feira

Ivinhema leva virada e cai para Volta Redonda na Copa do Brasil

TJ/MS divulga locais de prova da 4ª Seleção de Residência Jurídica
Câmara aprova PEC da Segurança Pública; texto vai ao Senado
Polícia identifica comparsa de assaltante morto na fronteira
TEMPOQuinta-feira de sol com aumento de nebulosidade em Dourados

Ladrão usando tornozeleira é preso após capotar veículo furtado
Senado Federal aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Família faz protesto pela morte de jovem no Jardim Novo Horizonte
Mais Lidas

Prefeitura inicia limpeza de terrenos baldios após descumprimento de notificações

Justiça mantém condenação de morador que instalou câmeras voltadas para casa de vizinha

Mulher morre em grave acidente entre Dourados e Indápolis
