O presidente Jair Bolsonaro (PL) informou que não pretende mais comparecer ao encontro com empresários do Grupo Esfera e à reunião na Fiesp (Federação da Indústria dos Estado de São Paulo), compromissos previstos para próxima semana, dia 11 de agosto.
A informação foi confirmada à CNN por integrantes da campanha à reeleição e do Grupo Esfera, que tem promovido uma série de reuniões com autoridades e políticos de direita, centro e esquerda, com a presença de representantes do PIB (Produto Interno Bruto).
De acordo com relatos à CNN, a decisão de cancelar os dois eventos foi tomada nesta terça-feira (2), durante a reunião do comitê da campanha de Bolsonaro. A avaliação do time foi a de que, neste momento, os encontros não trariam qualquer benefício ao mandatário do Palácio do Planalto. Ao contrário, acabaria o expondo.
A cúpula da campanha entendeu que, neste momento, em que a Fiesp coloca na rua um manifesto a favor da democracia, Bolsonaro não encontraria um ambiente favorável. A avaliação é a de que, hoje, parte significativa da entidade está em lado oposto ao do presidente.
Também pesou o fato de que movimentos de esquerda estão planejando um ato contra Bolsonaro no mesmo dia 11 de agosto, a poucos metros da sede da Fiesp. A questão da segurança também foi colocada em debate. Integrantes da campanha dizem, no entanto, que o presidente deve remarcar o encontro, ainda sem data definida —mas, nas palavras de um deles, “depois que passar esse clima de polarização por causa de carta”.
Sobre o encontro com o Esfera, a avaliação feita pela campanha foi a de que o grupo não é tão representativo a ponto de o presidente se deslocar até São Paulo. O entendimento é o de que, neste momento, é preciso calcular cada passo e mirar no que é, de fato, mais produtivo.
Oficialmente, o motivo alegado para o cancelamento foi imprevisto de agenda, mas, nos bastidores, a avaliação de aliados é de que o presidente não quer ser cobrado a assinar documento favorável à democracia.
O jantar e a reunião ocorreriam no mesmo dia para a qual foi marcada manifestação na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) em defesa da democracia.
A estratégia seria justamente, na visão de aliados do presidente, fazer um contraponto à manifestação e mostrar que o mandatário do Palácio do Planalto não está isolado.
Procurada pela CNN, a assessoria de imprensa da Presidência da República ainda não se manifestou sobre a decisão do presidente.
Na semana passada, Bolsonaro disse que respeita a Constituição Federal e a democracia. Durante a convenção do Progressistas, em Brasília, ele afirmou que não precisa de “cartinha” para demonstrar seu apoio às instituições.
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