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Políticas públicas para idosos com Alzheimer considera cuidadores

09 fevereiro 2011 - 17h16

Cuidar de um idoso que tenha doença de Alzheimer implica numa rotina cansativa e muitas vezes frustrante, em que o cuidador tem de abandonar suas atividades sociais e de lazer em função da atenção demandada pelo doente. O artigo “Implicações da doença de Alzheimer na qualidade de vida do cuidador: um estudo comparativo”, publicado ano passado nos Cadernos de Saúde Pública, foi escrito com o objetivo de avaliar as percepções dos próprios cuidadores acerca do impacto desta atividade em sua qualidade de vida.

Para tanto, foram dados questionários a dois grupos de uma cidade da região central de São Paulo, divididos em: (a) cuidadores familiares primários de idosos diagnosticados com doença de Alzheimer atendidos pelo Programa do Medicamento Excepcional e (b) não-cuidadores com idade, sexo e status socioeconômico emparelhados ao primeiro grupo.

Percebeu-se que “o grupo de cuidadores apresentou chance maior e significativa de avaliar negativamente as dimensões saúde física, disposição, humor, memória, você em geral e capacidade para fazer atividades de lazer quando comparado ao grupo de não-cuidadores”, afirmam Keika Inouye, Elisete Pedrazzani e Sofia Pavarini, da Universidade Federal de São Carlos.

Apesar da importância crescente dos cuidadores no Brasil, uma vez que vivemos um momento de envelhecimento da sociedade, as autoras perceberam que “grande maioria da população de cuidadores familiares ainda não possui as informações e o suporte necessários à assistência e este fato constitui fator de risco para seu desgaste físico, emocional e social”. Para elas, uma maior interação entre os cuidadores familiares e profissionais de saúde é aconselhável, uma vez que “pode minimizar as dificuldades vivenciadas”, afirmam.

As autoras acreditam que a divulgação de estudos que avaliem a qualidade de vida dos cuidadores são importantes, uma vez que, tendo informações, é possível criar estratégias de combate a doenças como o Alzheimer que se preocupem também com a qualidade de vida dos familiares, permitindo que continuem “membros ativos e construtores da sociedade”, concluem.

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