Em encontro estadual do DEM, o presidente regional, deputado estadual Zé Teixeira (DEM), indicou a possibilidade de o partido largar a tradicional aliança com o PMDB se o “desejo do povo” for por mudança, como ocorreu nas eleições de Campo Grande com o fim da hegemonia de 20 anos dos peemedebistas à frente da prefeitura.
Segundo ele, relações pessoais não vão nortear o destino do partido nas eleições de 2014 porque “o desejo do povo não pode ser contrariado”. A declaração surgiu em resposta a questionamento sobre a possibilidade de a ligação do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) com o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) pesar na hora de o DEM definir seu rumo em 2014.
“Não podemos fazer política por ligação pessoal de um com o outro. É preciso ser partidário”, defendeu Zé Teixeira. Segundo ele, o DEM está de portas abertas para todas as legendas, inclusive para o PT, rival no plano nacional. “Vamos conversar com todos”, avisou.
O deputado, inclusive, indicou existir “um namoro” com o senador Delcídio do Amaral (PT), pré-candidato à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB). “Não existe casamento sem namoro”, ponderou Zé Teixeira. Ele, no entanto, deixou claro que a voz do povo irá determinar o destino no partido na sucessão estadual. “O desejo do povo não pode ser contrariado”, reforçou.
Resistência
Mandetta, por sua vez, considerou normal o “flerte” de Zé Teixeira com Delcídio, mas sinalizou não deixar de tentar ajudar seu primo Nelsinho Trad. “A paquera é livre, todo namoro começa com um assobio”, disse. Para ele, “quem for melhor de paquera” vai ganhar a disputa. “E olha que eu sou bom de paquera”, avisou a Zé Teixeira.
Também fiel aliado de Nelsinho, o vereador Airton Saraiva, presidente municipal do DEM, não pensa em largar o PMDB e aproveitou a presença de Puccinelli no evento para cobrar apoio do governo aos seis prefeitos eleitos pelo partido. “Sempre fiel a vossa excelência, espero que nos retribua dando condições de trabalho aos nossos prefeitos”, apelou ao governador.
Indagado sobre a possibilidade de perder o apoio do tradicional aliado, Puccinelli reagiu com tranqüilidade. “É um direito que eles têm de paquerar”, afirmou sobre as conversas de Zé Teixeira com Delcídio. Sobre a possibilidade de intervir para assegurar o DEM em seu arco de aliança, ele ponderou que “2014 está tão longe”.
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