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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Os desafios da pré-campanha

17 fevereiro 2020 - 08h02Por Noemir Felipetto

Em outubro serão escolhidos novos prefeitos, vices e vereadores nos 5.568 municípios Brasil afora. Mudanças introduzidas pela Justiça Eleitoral estão impactando o “vale-tudo” pelo voto. Quem for mais organizado e tiver um bom apelo popular levará vantagem. 

Sem dúvida as redes sociais estão sendo o principal instrumento deste convencimento. É visível que muitos pré-candidatos tentam enraizar seus nomes na memória do eleitor, dando visibilidade a seus projetos colocando-se sempre como a melhor opção em detrimento de seus possíveis adversários. Atualmente é permitido quase tudo na pré-campanha. A exceção é o pedido explícito de voto, o pagamento de divulgações, e falar mal de eventuais adversários.

Além das redes sociais, o pré-candidato pode ir ao rádio, TV, jornais e sites, conceder entrevistas, enaltecer-se ou ser enaltecido por terceiros, fazendo menção à pretensa candidatura, exaltando qualidades pessoais, dizendo sobre projetos que eventualmente serão desenvolvidos. 
Em síntese, a pré-campanha proporciona o tempo necessário para se planejar, com a introdução de uma comunicação direta, massificando o nome do pretenso candidato. 

Quatro anos atrás quando da mudança mais enfática da legislação, muitos pré-candidatos tinham receio da pré-campanha, as regras eram rigorosas. Com essa permissão da legislação, é possível ser preciso, ir direto ao eleitor, com clareza e objetividade. 

A lei 9.504/97, em seu art. 36-A oportuniza a qualquer pessoa, desde que esteja em dia com suas obrigações eleitorais, a possibilidade de postular um cargo eletivo. 

Atualmente o potencial financeiro não é mais tão decisivo como antes. Sem dúvida, fruto de uma legislação eleitoral que se evolui com a tecnologia, prova disso é o fim dos santinhos de papel.

Portanto, pré-candidatos, aproveitem bem esse tempo e mostrem o que querem e após as convenções partidárias (20 de julho a 15 de agosto) iniciem a campanha eleitoral, aí como candidatos, mas com um direcionameanto de campanha, tendo incutido sua mensagem ao eleitor.

Resumindo, quem se comunicar melhor agora, terá maiores e melhores chances de se eleger em outubro.

*Advogado e jornalista, especialista em Direito Eleitoral. 

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