Pelo que vem se desenhando em Dourados, as eleições para a Câmara de Vereadores desse ano poderá ser uma das mais bairristas de toda na nossa história. Com o aumento das “Cadeiras” na Câmara tem aguçado o desejo de muitos em disputar essa eleição.
Levando-se em conta o aumento de vagas na Câmara de Vereadores de Dourados, possivelmente, surgirá um número bem maior de candidatos, das mais variadas camadas sociais e corporações da nossa sociedade. Para se ter uma idéia, a comunidade indígena, sabiamente, saiu na frente, com a realização de um plebiscito para definir alguns nomes que, possivelmente, irão para a disputa, na tentativa de fazer o primeiro – e por que não os primeiros – indígenas vereadores em Dourados.
Tradicionalmente, Dourados e outros municípios do nosso país, em sua grande maioria, vencem as eleições aqueles/as candidatos/as apadrinhados pela elite política, costumada a manipular as campanhas financeiramente, para que os resultados eleitorais e, consequentemente, a composição da Câmara fique de acordo com os seus interesses.
Ressaltamos, no entanto, que, em nosso município, tanto na cidade como na zona rural, existem várias lideranças comprometidas, que sempre estiveram inseridas nos movimentos sociais. Pessoas dotadas de conhecimento e, sobretudo, engajadas na luta pelo aprofundamento da democracia, por mais conquistas sociais, como educação e saúde, infraestrutura, lazer, cuidados com meio ambiente emprego e renda e outras demandas cruciais.
É evidente que nosso país atravessa um difícil momento de crise, no que diz respeito à credibilidade política. As pessoas, de certo modo, têm razão uma vez que, um grande número de políticos disputa eleições seguindo um programa partidário, mas, infelizmente quando chegam ao poder, “rasgam” o programa do partido, joga na lata de lixo e passam a agir de acordo com suas conveniências. Essa falta de fidelidade é, portanto um dos fatores que tem levado ao descrédito a política e muitos políticos do nosso país.
Porém, os políticos passam, mas a política continua. Como este é mais um ano de eleitoral imaginamos que, ao invés de ficarmos dizendo e mal dizendo que não confiamos mais na política, e muito menos nos políticos, podemos fazer diferente. Observar com mais cuidado o conjunto dos pré-candidatos que irão se apresentar à sociedade e, a partir daí, escolher com mais tranquilidade nossos representantes para a Câmara de Vereadores. Talvez, desse modo, correremos menos risco de errar. Quem sabe com essa nossa postura poderá fazer a diferença.
Diante de tudo que ocorreu em nossa cidade, a sociedade deve começar pensar na possibilidade de construir um novo tempo, que o passado sirva apenas de lição aos novos representantes da comunidade douradense. Faz-se necessário, por exemplo, que o eleitor (a) evite optar por candidatos (as) que já estiveram envolvidos em denúncias de desvios do dinheiro público. São atitudes dessa natureza que poderão fazer a diferença na construção de uma sociedade democrática e verdadeiramente desenvolvida.
( * ) Professor da Rede Municipal de Educação – campivo@hotmail.com
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