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ARTIGO

Não espere outubro de 2026... Acorda, BRASIL!, por Rodolpho Barreto

03 janeiro 2026 - 14h20Por Fabiane Dorta

Com o início de um ano eleitoral, é natural que as atenções se voltem para o pleito de outubro, em que serão escolhidos deputados, senadores, governadores e o presidente da República. A oposição já se articula para ter um candidato capaz de derrotar Lula, que deve buscar a reeleição, e também se organiza para conseguir uma maioria qualificada no Senado, que leve a casa legislativa a acordar e exercer seu papel constitucional de freio ao Supremo Tribunal Federal. No entanto, não basta apenas esperar outubro chegar; é preciso agir agora – até porque, se nos omitirmos nos próximos meses, veremos uma repetição de 2022... Será possível? Vamos relembrar? 

TRIBUNAIS superiores desequilibraram a eleição de 2022 das mais diversas maneiras. É FATO: críticos de Lula, do STF e do TSE foram censurados; alguns temas, como o abortismo do petista ou a sua amizade com ditadores, foram transformados em tabus; documentários foram impedidos de ir ao ar por ministros que nem sequer haviam assistido ao conteúdo; sim, para "derrotar o bolsonarismo", demonizaram tudo que podesse ser oposição ao PT, com perseguições e até prisões absurdas... E tudo indica que o ativismo judicial em 2026 não vai retroceder... 

No recente julgamento dos “processos do golpe”, o STF mostrou que está disposto a criminalizar a “desinformação”, um conceito subjetivo que, na prática, engloba “tudo aquilo que desagrada o governo ou o Supremo”. Na ocasião, o relator Alexandre de Moraes prometeu repressão dura contra quem andar "fora da linha" determinada pelo STF: “todos que insistem em desinformação devem saber, ficar atentos já com esse precedente. Fica o alerta para que cessem essas atividades nas eleições do ano que vem”, afirmou. Quem haverá de duvidar que usar a liberdade de expressão para fazer críticas incômodas poderá render censura e até mesmo cassação de candidaturas?

E AGORA? Se queremos a restauração plena das liberdades democráticas – especialmente a liberdade de expressão –, a volta do devido processo legal e do equilíbrio entre os poderes da República, não há como esperar até eleger um presidente da República que nomeie bons novos ministros, ou um Senado que cumpra seu dever constitucional. É preciso aproveitar este momento inédito, em que a blindagem de proteção aos abusos feita pela velha imprensa colaboracionista começou a ceder...

Com anos de atraso, aqueles que se omitiram ou endossaram o paradoxo do “estado de exceção para a defesa da democracia” começam a falar sobre as ilegalidades cometidas pelo Supremo na perseguição a direitistas e aliados de Jair Bolsonaro – embora ainda se recusem a confessar o próprio papel na construção do estado atual de coisas. Escândalos como o do Banco Master, com a atuação suspeita de Dias Toffoli, a revelação do contrato multimilionário com o escritório da esposa de Moraes, e a possibilidade de que o próprio tenha procurado o Banco Central para falar do caso, entraram no radar da imprensa de uma forma que seria impensável tempos atrás. 

NEM TODOS compreendem como tudo isso está interligado: se hoje os ministros podem fazer o que bem entendem, é porque receberam essa carta branca daqueles para quem "a omelete" da prisão de Bolsonaro exigia "a quebra dos ovos" das liberdades, do devido processo legal, do respeito à Constituição, do equilíbrio entre poderes. É preciso ligar os pontos para aqueles que ainda não entenderam, e insistir. Insistir para que a imprensa investigue, denuncie, e tenha a decência de mostrar os abusos, as ilegalidades, as violações...

Insistir para que cada vez mais deputados cobrem Hugo Motta a finalmente abrir a CPI do Abuso de Autoridade. Insistir para que os senadores rejeitem uma indicação nefasta (seja Jorge Messias, seja qualquer outro com perfil semelhante) para ocupar a vaga no STF. Insistir para que entidades da sociedade civil organizada voltem a honrar seu histórico de defesa da democracia. Tudo isso é para ontem; 2026 precisa começar sob o signo da mobilização popular, política, midiática e institucional em torno da verdadeira defesa da democracia – não aquela hipocritamente invocada enquanto a Constituição era atropelada reiteradamente... (fonte: www.gazetadopovo.com.br)

A DEMOCRACIA real é onde juízes não são autocratas onipotentes, onde críticas a pessoas e instituições não são censuradas, onde pessoas são processadas e punidas apenas pelo que realmente fizeram, onde tribunais não são “editores de um país inteiro”, nem “poder moderador”, nem têm “papel político”, nem funcionam para “derrotar” correntes políticas. Esta deve ser a nossa missão para o ano de 2026, que precisa ser de luta, marcado por nossa reação popular, onde o povo realmente diga um BASTA aos crimes dos poderosos!

Nos anos anteriores, a Revista Oeste, dentre outros jornais independentes, publicaram capas e mais capas de matérias demonstrando “o Supremo Tribunal Federal impondo ao Brasil um estado de ilegalidade jamais visto nos seus 135 anos de existência como República... montando um golpe em que as provas não são fatos, mas apenas os seus próprios desejos”. Um ano depois, o Supremo Tribunal permanece no topo da pauta. Agora, no entanto, a velha imprensa parece começar a enxergar o que estava sempre às claras. Depois da revelação das relações mais que suspeitas entre ministros, esposa e banqueiro larápio, as rachaduras do STF tornaram-se mais visíveis... 

A SOMA desses episódios aprofundou o desgaste em torno de Moraes. Ao menos cinco ministros passaram a tratá-lo como “foco recorrente de crise”, responsável por manter o Tribunal sob exposição permanente. “O escandaloso caso do Banco Master, que contratou o escritório de Viviane Barci de Moraes, por indecentes R$ 129 milhões, é a pá de cal na reputação do STF — pela cifra em si, pelo objeto vago do contrato e pelo silêncio do casal sobre o assunto”, afirma o jornalista Eugênio Esber. De fato, qual a justificativa desse valor?

A informação de que Moraes conversou com o presidente do Banco Central para tratar da situação do banco tem nome: “É lobby”. Será que, apesar de tamanho descaramento, o Congresso Nacional, onde Hugo Motta preside a Câmara e Davi Alcolumbre o Senado, continuarão a fazer o oposto do que o povo quer? Afinal, até agora só há eficiência para garantir o próprio poder orçamentário, mas lentidão diante de demandas populares como a anistia aos presos do 8 de janeiro, o fim do foro privilegiado, a limitação do poder do STF e a análise de pedidos de impeachment de ministros. É por isso que, a partir de janeiro de 2026, precisamos da união de TODOS, fazendo muita pressão!

NO FINAL de 2025, eles abandonaram o discurso de que “o brasileiro não aguenta mais pagar a conta do Estado” e aprovaram um aumento de impostos em troca de R$ 61 bilhões em emendas. Enquanto isso, Lula gasta outra parte em infinitas viagens internacionais. Só este ano o presidente passou 52 dias fora do país, em 20 viagens — o equivalente a uma saída do Brasil a cada 18 dias. A comitiva de 200 pessoas que o acompanhou ao Japão e ao Vietnã, por exemplo, custou mais de R$ 4,5 milhões, sem contar os gastos sob sigilo.

Que podemos fazer? Primeiro, é preciso, de todas as formas, ocupar espaços: na política, nas escolas, nas universidades, na cultura, no jornalismo... Contra tudo e contra todos, não importa. São muitas frentes de atuação, e não podemos abrir mão de nenhuma delas. Manifestações e protestos públicos? Sim. Pressão sobre os parlamentares? Claro! Ocupem as redes sociais, liguem para os gabinetes deles... Deu de cara com um político na rua? De forma educada, mas incisiva, faça as cobranças necessárias. Até chegar a hora do voto, busquemos muitas informações sobre os candidatos. No seu círculo, nas suas redes, exponha os que não prestam e indique as melhores alternativas...

NÃO ignore o que possa estar ocorrendo de errado na escola do seu filho. Fique atento. Proteste com a coordenação, com a direção. Procure outros pais, formem grupos... Nas universidades, ninguém pode também se acanhar por defender princípios corretos. Acionar a coordenação do curso, a reitoria, com insistência, com fatos concretos. As redes sociais estão aí para repercutir as denúncias, expor aqueles que vetam o debate, o contraditório, o contraponto. Há ditadores em todo canto, e eles não caem sem que haja forte resistência à sua atuação.

Na área cultural, abandone os “artistas” que escolheram o lado errado. E vamos encontrar um jeito de formar e prestigiar artistas sérios, de apoiar produções e espetáculos de cultura que não nos empurrem para ideias furadas... No jornalismo, vamos prestigiar os veículos independentes, que não se vendem, que têm compromisso com os fatos, com a busca da verdade. E indique esses para quem puder... Esse é o ponto... Não pense que o seu alcance é limitado e que você pouco pode fazer pelo país. Olhe em volta, converse com parentes, amigos, colegas, conhecidos. Procure despertá-los. Mesmo que apenas um se "endireite", acredite, isso já será uma grande vitória. (Ernesto Lacombe)

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