O MPE (Ministério Público Estadual) prorrogou em 180 dias o prazo para a conclusão das investigações visando apurar se existe ou não a participação de mais pessoas nas ações que desencadearam a Operação Câmara Secreta – conhecida como a Máfia dos Consignados -, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em 2011 na Câmara de Vereadores de Dourados. Na ocasião, foi descoberto esquema de empréstimo consignado e retornos que envolveu os ex-legisladores Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior, além de servidores da Casa.
De acordo com o órgão, a prorrogação do prazo se dá pela complexidade do assunto e remete a necessidade de mais provas.
“Verifica-se que o presente Inquérito Civil é de complexa conclusão, exigindo do ilustre representante Ministerial, muita cautela no exame das provas documentais, tornando-se imprescindível a realização de mais diligências”, remete a publicação do Diário Oficial desta quinta.
Ainda segundo Ministério Público, foram solicitados mais informações ao Gaeco sobre o caso, mas que ainda não foram “acostadas aos autos e se mostram indispensáveis ao seu deslinde”.
No dia 16 de outubro, o nome de outros quatro ex-vereadores foram citados pelo MPE. Gino José Ferreira, Marcelo Luiz Lima Barros, Paulo Henrique Amós Ferreira (Bambu) e Aurélio Bonatto foram incluídos nesse que seria o desdobramento da ação e que se transformou no Inquérito Civil nº 22/2012, apurado pela 16ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, [confira aqui]( http://www.douradosnews.com.br/noticias/politica/ex-vereadores-sao-citados-em-desdobramento-da-camara-secreta).
CÂMARA SECRETA
A Operação Câmara Secreta – caso que também ficou conhecido como ‘Máfia dos Consignados – foi desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em 2011, visando desarticular um esquema de empréstimo consignado que envolvia vereadores e servidores da Câmara.
Na ação movida pelo MPE que foi resultado direto da Operação e já tramita na Justiça, são mencionados como envolvidos no esquema apenas os ex-vereadores Humberto Teixeira Júnior e Sidlei Alves, além de servidores. Eles já respondem pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e associação criminosa.
Recentemente a 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) expediu um parecer definindo uma nova sentença aos dois ex-vereadores. Sidlei responderia com prisão em regime semiaberto e Teixeira em regime aberto.
Mas, eles podiam recorrer ainda ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). [Relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/tj-reduz-pena-de-ex-vereadores-envolvidos-na-mafia-dos-consignados-em-dourados).
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