sábado, 07 de março de 2026
Dourados
22ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
EX-MINISTRO

MP questiona liberação de madeira apreendida em operação contra Salles

20 janeiro 2022 - 21h50Por G 1

O MPF (Ministério Público Federal) afirmou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que foi prejudicado pela decisão do desembargador Ney Bello de liberar parte da madeira apreendida na operação Handroanthus. O MP diz que não foi consultado sobre o tema.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2020 e é considerada histórica, tendo apreendido mais de 130 mil metros cúbicos de madeira em toras na divisa do Pará e do Amazonas – o que equivale a mais de 6,4 mil caminhões lotados de carga.

As investigações atingiram o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o presidente do Ibama Eduardo Bim.

Em dezembro de 2021, o desembargador do TRF-1 Ney Bello autorizou a restituição do material apreendido com uma das madeireiras investigadas, a MDP Transportes. Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", a defesa da MDP foi feita por Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.

Em parecer enviado ao TRF-1, a procuradora Regional da República Raquel Branquinho questionou a liberação do material apreendido sem que o Ministério Público tenha sido ouvido.

“Há um claro prejuízo ao Estado-acusação [Ministério Público] nestes autos, posto que a intimação do MPF ocorreu somente após as duas decisões liminares que foram apreciadas inaudita altera pars [sem ouvir a outra parte], prejudicando, assim, que o MPF pudesse, de forma oportuna e previamente à efetivação da devolução dos bens, que têm natureza perecível e fungível, manifestar-se sobre os pedidos apresentados pela parte requerente, investigada em inquérito policial”, afirmou Branquinho.

A procuradora defendeu que a devolução das madeiras só é possível após a Polícia Federal realizar perícia para a identificação e registro individualizado do material. Isso, porque a investigação envolve justamente a “possível confusão entre madeiras de origem lícita e de origem ilícita”.

Os investigadores analisam se houve fraude documental ou ideológica nas informações apresentadas pelos investigados.

Na decisão agora questionada, Ney Bello autorizou a devolução das madeiras/toras da empresa que estejam “devidamente etiquetadas e legalizadas, oriundas de atividade legalmente exercida”.

Segundo o desembargador, restituição parcial da madeira/toras apreendidas não vai frustrar as investigações, "devendo ser pontuado que não se pode confundir madeira legalizada com madeira clandestina".

“A demora na decisão, com a manutenção genérica da apreensão, causará prejuízo a quem cumpriu as normas ambientais, não podendo todos os investigados e bens apreendidos serem tratados indistintamente, como se houvesse presunção de culpa e unidade de situação fática. É preciso perceber que há diferença entre madeira apreendida de origem clandestina ou produto do crime, e madeira de origem lega”, escreveu o magistrado.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ÁGUA CLARA

Polícia Civil cumpre dois mandados de prisão por crime de estupro

BRASIL

Moraes nega conversas com Vorcaro no dia da prisão do banqueiro

NOVA ANDRADINA

Golpista se passa por loja de pneus e causa prejuízo de R$ 14 mil

CINEMA

Filme 'O agente secreto' estreia neste sábado, dia 07 na Netflix

VÍDEOCONFERÊNCIA

Candidata a emprego denuncia policial penal que mostrou pênis

BRASIL

Justiça manda prender goleiro Bruno após ele descumprir condicional

PARANAÍBA

Incêndio em casa queima R$ 22 mil em espécie guardados em gaveta

BRASIL

Banco do Brasil lança Pix para compras em lojas da Argentina

BATAGUASSU

Caminhão é apreendido transportando 1,5 tonelada de maconha

FUTEBOL

Inter sofre transfer ban por dívida da contratação de Wanderson

Mais Lidas

DOURADOS

Nova avenida vai margear Parque Arnulpho Fioravante com projeção de ligação à BR-163

JARDIM ÁGUA BOA

Polícia cumpre mandado em Dourados e investiga suspeita de golpe em clínica oftalmológica

DOURADOS

Ex-administrador de hospital é investigado por desvio milionário e tem bens sequestrados em operação

INFORME PUBLICITÁRIO

Cantina MS se consolida como referência em lazer, gastronomia e eventos