Na última semana, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul reforçou seu protagonismo na agenda de sustentabilidade ao participar dos Dias Temáticos do Turismo da COP 30, em Belém, no Pará. Alinhado ao objetivo de tornar o Estado carbono neutro até 2030, o órgão apresentou como transformou a ação climática em premissa de gestão e estratégia competitiva para o setor.
A participação, dividida entre a Zona Azul e a Zona Verde, permitiu demonstrar resultados concretos que posicionam a Fundtur como referência nacional no enfrentamento da emergência climática por meio do turismo.
O diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, destaca a importância da participação da instituição.
“É um ano emblemático, com a COP 30 acontecendo no Brasil e pudemos verificar in loco a referência que é o Mato Grosso do Sul no âmbito do turismo e na agenda climática. Temos o reconhecimento tanto da ONU Turismo quanto do Ministério do Turismo como destino que lidera essa agenda, então foi importante estarmos presentes e poder falar um pouco sobre o nosso destino. Além disso, trocamos experiências importantes com outros parceiros durante o evento”.
Estratégia e liderança
A agenda da Fundtur integrou o Mutirão Setorial de apoio à Agenda de Ação, em parceria com o Ministério do Turismo e a ONU Turismo. Em 19 de novembro, na Zona Verde, o órgão participou do painel Roadshow of Local Initiatives, apresentando o case de Bonito e o processo de internalização da ação climática no turismo.
Durante o painel ‘Iniciativas locais e soluções na Ação Climática no Turismo’ realizado na Greenzone, o diretor-presidente Bruno Wendling apresentou dados que reforçam a liderança de Bonito como destino global de ecoturismo responsável. O município completou seu terceiro ciclo de inventário de emissões e alcançou, entre 2021 e 2023, redução acumulada de 4,65% nas emissões por turista.
O indicador de eficiência caiu de 46,17 para 44,02 kgCO2eq no período, mesmo com o aumento do fluxo de visitantes. Bonito também já compensou 1.380 toneladas de CO2 equivalente, abrangendo totalmente os escopos 1, 2 e 3, e mantém a meta de reduzir em 20% suas emissões até 2030.
Esses resultados consolidam a certificação de Bonito como o primeiro destino de ecoturismo carbono neutro do mundo e como eixo estruturante de uma política climática estadual aplicada ao turismo.
No dia seguinte, a Fundtur participou de evento promovido pela ONU Turismo com novos signatários do Acordo de Glasgow, do qual o órgão sul-mato-grossense foi o primeiro representante público brasileiro a aderir em 2023.
A Fundação destacou que a mudança climática é incorporada também à sua própria operação, tendo compensado 581 toneladas de carbono geradas por eventos e atividades institucionais. Também contribuiu para a mesa-redonda Practical Solutions, dedicada à discussão de governança multinível e políticas públicas de incentivo à descarbonização do setor.
Em parceria com a Compensei e a Green Initiative, a Fundtur adota um modelo pautado em medir, descarbonizar, mitigar, colaborar e financiar, reforçando que a certificação não é uma ação isolada, mas a expressão da corresponsabilidade do turismo frente à crise climática.
Para a assessora de sustentabilidade da Fundtur, Flávia Neri de Moura, a presença na COP 30 reforça o alinhamento de Mato Grosso do Sul às diretrizes estratégicas da nova gestão da ONU Turismo, centradas em clima e meio ambiente.
Na programação oficial, também foi apresentado o Plano de Ação Climática do Turismo de Bonito, estruturado em quatro pilares que dialogam com a agenda global: gestão de resíduos e economia circular, transição energética e mobilidade climática, educação climática envolvendo trade, comunidade e visitantes, e restauração de ecossistemas com foco na proteção de recursos hídricos e ações de reflorestamento.
Este é o segundo ano em que o turismo é reconhecido como setor prioritário para a adaptação climática. Como desdobramento dessa agenda, a Fundtur continuará conectando suas iniciativas às políticas de conservação e desenvolvimento do estado de Mato Grosso do Sul e adotará as diretrizes do Plano de Adaptação Setorial do Turismo, cuja construção contou com a participação ativa da instituição.
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