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MANOEL AFONSO

Leia a coluna "Amplavisão" do jornalista Manoel Afonso

12 setembro 2014 - 12h29

ELEIÇÕES: Entre os 3 principais concorrentes ao governo do Estado parece vigorar a velha tese mineira: Se nem tudo está ganho para Delcídio, nem tudo está perdido para Azambuja e Nelsinho. As duas próximas semanas serão decisivas, de arrepiar.

DELCÍDIO Aposta no desempenho que garanta a sua vitória já no 1º turno. A vinda de Lula visou exatamente isso. Delcídio sabe que o eventual 2º turno lembra bem aquele tabuleiro de xadrez onde tudo pode acontecer. Por isso adotou o lema “liquida já”.

NELSINHO De qualquer forma foi beneficiado pela candidatura de Marina, mas em dose homeopática. Melhor do que nada! Mas o desafio é vencer as resistências internas no PMDB e agregar todos os demais partidos da coligação. O tempo não espera!

AZAMBUJA Devido ao desempenho de Aécio, mudou o discurso, mais endereçado a Delcídio, mas tem problemas de expressão no horário eleitoral. Engessado, não passa o sentimento de indignação, imprescindível a sua mensagem de mudança.

OUTROS TEMPOS A rivalidade entre o PSD e UDN não se limitava só as eleições; estendendo-se ao dia a dia das comunidades. A questão partidária influenciava na escolha do médico da família, do advogado, nas relações comerciais e sociais.

EXPLICANDO: O PSD era o partido dos fazendeiros principalmente, sempre aberta ao diálogo para fazer acordos em nome do poder; a UDN era forte na população urbana e entre os intelectuais, sempre intransigente na defesa da moral e da cidadania.

TRAIÇÃO Primeiras eleições em Aparecida do Tabuado (1948). Chapa única: Queiroz Muniz (PSD) p/ prefeito e Osório Galheiro (UDN) vice. Com os votos desvinculados, os pessedistas não votaram no vice udenista, que perdeu para os votos em branco.

CASOS como esse são contados por Jaime Jerônimo dos Santos, que vive a política de Paranaíba/região nos últimos 40 anos. Jaiminho prepara um livro de linguajar saboroso temperando assim os relatos políticos, desconhecidos pela maioria da nova geração.

OSVANE Exagerada a dimensão dada a desistência da candidatura do deputado. Outras (Tereza Naime e Dione Hashioka) de maior densidade, foram absorvidas pelo processo eleitoral. Não mudará o quadro eleitoral, nem afetará os índices da Bovespa.

EQUÍVOCOS A leitura relata: nas batalhas eleitorais às vezes vence quem erra menos. O deputado Osvane trocou o PT do B pelo PROS sem levar em conta os riscos naturais em uma disputa com postulantes’ pesos pesados’ em todas as coligações.

CONCORRÊNCIA Ela é grande, como nas eleições anteriores. Na conversa com candidatos tidos como favoritos, percebe-se: ninguém quer dar sopa para o azar. Todos relatam as dificuldades e temem fatos novos que possam influenciar nas urnas.

ANALISANDO pesquisas para consumo interno dos partidos e coligações percebe-se que alguns candidatos se elegerão – ou ficarão de fora – por muito pouco voto. Como essas pesquisas não são registradas no TRE, a publicação não é permitida.

‘ECUMENISMO’ Fidelidade é coisa rara nas campanhas. Candidato a deputado dobra com outros de partidos sem qualquer identidade ideológica. Vale a conveniência, vale o resultado final. Não há ingênuos e nem inocentes. Só não vale perder a eleição.

‘POR UNA CABEZA’ No pleito de 1982 o exemplo do equilíbrio de forças dentro das coligações ou partidos. Com 6.597 votos Aluízio Borges garantiu a vaga na AL. contra 6.444 votos de Paulo Pedra. Uma diferença de só 153 votos entre os petebistas.

INJUSTIÇAS? Em 1994, Paulo Correa, Luiz Tenório, Loester Nunes e Raufi Marques, da mesma coligação, perderam as vagas para Roberto Orro, Ben Hur, Zeca do PT e Anísio Souza (Prego), embora tivessem obtido votação muito superior que eles.

MEMÓRIA Em 2010 Rinaldo Modesto obteve 22.864 votos e Youssif Domingos 20.809 votos, mas cabo Almi, Diogo Tita, Mara Caseiro e Lauro Davi garantiram lugar com bem menos votos que os dois primeiros candidatos. Ônus cruel da lei.

CONCLUSÃO: Como diz o veterano Londres Machado: “a cada eleição, uma lição”. Aprende-se tanto nas vitórias como nas derrotas. Às vezes aprende-se muito mais com os adversários do que com os próprios companheiros. O aprendizado não tem fim.

OPINIÃO Para a vereadora Thaís Helena, faltou ao ex-prefeito Bernal, além de um bom conselheiro, a construção partidária. Ela admite que o prefeito Gilmar Olarte tem consolidada a governabilidade através de alianças partidárias eficientes.

BERNAL Se derrotado, qual será seu futuro? O seu discurso de vítima vai perdendo o encanto à medida que o tempo passa. Com seu estilo, conseguirá manter aliados de peso eleitoral sem nada em troca? Também na política a roda gira, nada é imutável.

FIGUEIRÓ Vontade não tem idade. Figura como o melhor avaliado dentre os representantes do Congresso. Está na 91ª posição. Na pesquisa Fábio Trad aparece em 16º lugar e Mandetta em 117º. Assim faz jus à fama de incansável formiguinha.

PODE? O COAF só funciona contra ‘nanicos’. O Carlinhos Cachoeira declarou ter faturado apenas R$21.700,00 mas torrou R$500 mil no cartão de crédito. Já Paulo Roberto Costa (Operação Lava Jato) ganhou R$90 mil e gastou R$36.770 mil.

‘ENGRAÇADO’ O rigor da Receita Federal só vale contra nós? Ao menor deslize no recolhimento do IR - somos alcançados pelo temido envelope via Correios. Estresse total! Na outra ponta, esse pessoal privilegiado usa e abusa, nada acontece.

“A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.” (Mário Quintana)

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