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LDO conta com cinco emendas do deputado Marçal

14 julho 2011 - 08h54

A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), da qual o deputado Marçal Filho (PMDB), é membro titular, concluiu na noite de terça-feira a votação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, que tem como relator o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG). O texto acolheu 16 destaques, sendo 11 de forma integral e cinco parcialmente. Dos seis destaques apresentados pelo Deputado sul-mato-grossense, um deles foi aprovado integralmente e outros quatro de forma parcial.

De Marçal Filho, a Comissão acatou de forma integral o destaque à Emenda de sua autoria estabelecendo que o Poder Executivo Nacional desenvolva, até o fim do exercício de 2012, um banco informatizado de projetos de investimentos a ser utilizado para acompanhamento da execução dos projetos do Orçamento da União em andamento, bem como para maturação de novos planos a serem dotados.

“Esse banco vai evitar, por exemplo, que investimentos se tornem ineficientes, o que geram as famigeradas obras inacabadas. É fundamental que melhoremos a seleção estratégica de projetos prioritários e estruturantes, com a criação de um novo ciclo de maturação dos projetos de investimentos (banco de projetos), instrumentalizado pelas ferramentas de planejamento e mais transparente quanto aos seus critérios de seleção”, explicou o deputado.

Marçal Filho articulou com o Senador Paulo Paim (PT-RS), junto ao relator da LDO/2012, o deputado Márcio Reinaldo Moreira, o reajuste dos aposentados, que garantiu aumento real a categoria. “Vamos lutar agora, junto ao Governo Federal para que esse reajuste seja superior ao salário-mínimo, garantindo-se aumento real equivalente à 80% da taxa de variação real do PIB de 2010 mais a reposição da inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC do ano anterior”, informou o parlamentar, que foi o único deputado de MS a ter aprovadas, emendas à LDO de 2012.

O deputado teve aprovado parcialmente outra emenda destacada esta sobre a compatibilização dos “restos à pagar” com a sobra do superávit. “São de conhecimento notório os problemas trazidos pelos chamados restos à pagar. Problemas que cada um de nós membros do Congresso enfrentamos publicamente e especialmente nas nossas bases. A prática de se inscrever despesas em restos à pagar fez com que vivêssemos hoje uma verdadeira peça de ficção quando analisamos o Orçamento Geral da União. A matemática é simples: Se temos bilhões inscritos em restos á pagar não é possível que se diga que temos superávit. A grande verdade é que se todos, desde a sociedade até os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário abrissem mão de, absolutamente, todos os novos projetos, ainda assim, pela estimativa do PIB para este ano, o Governo não conseguiria pagar o que se inscreveu em restos à pagar, durante os últimos 4 anos. São mais de R$ 128 bilhões de reais inscritos no total sendo que desse valor somente R$ 25,4 bilhões foram processados, ou seja, obras e atividades executadas em quase sua totalidade, ainda sem pagamento”, enfatizou Marçal Filho.

Outro destaque, do Parlamentar de MS, aprovado na LDO foi a compatibilização entre Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA). A emenda visa que o Congresso Nacional faça valer efetivamente o que estabelece Carta Magna, a Constituição Federal em o Artigo 167 no que diz respeito ao PPA, demonstrando a correlação entre os Programas e suas iniciativas, com a Lei Orçamentária.

“A não compatibilização faz com que o Tripé (LDO/LOA/PPA) que compõem a peça orçamentária não se sustente. É preciso que quando da comunicação do Poder Executivo das suas intenções ele também diga quanto custariam, em quanto tempo seriam executadas, e em que momento (ano) ele pretende executar quanto (percentualmente) da iniciativa indicada seja ela uma atividade ou uma obra”, salienta o deputado.

Marçal explica que ao não especificar isso o Governo Federal ingessa o Congresso Nacional quando da necessidade legítima de propor o emendamento da peça, pois não há como aferir a exequidade de uma determinada iniciativa sem que haja uma base de cálculo que norteie como estimar os custos dos objetivos e finalidades dessas iniciativas, também chamadas ações.

“Essas informações também serão imprescindíveis para que se possa fazer uma conta simples: Quanto se teria de receita para o ano e quanto de despesa para tal. Demonstrando assim se existe, ou não, compatilidade entre as peças”, concluiu Marçal Filho.

Em sessão extraordinária ocorrida na manhã de ontem, o Congresso Nacional aprovou a matéria que segue agora para sansão da Presidente Dilma Roussef.

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