A 4ª Vara Criminal de Campo Grande condenou o deputado estadual Neno Razuk (PL), a 15 anos e 7 meses em regime fechado e cinco meses de prisão em regime aberto pelos crimes de associação criminosa, exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul e roubo majorado.
A decisão é datada de segunda-feira (15/12) e envolve ainda outras 11 pessoas.
O parlamentar poderá recorrer em liberdade, porém, por determinação do magistrado, a Assembleia Legislativa foi notificada para que adote medidas cabíveis sobre o fato.
Em nota encaminhada ao Dourados News, a defesa informa que ainda não foi intimada da sentença, e assim que for, entrará com o devido recurso junto ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
“Acreditamos que o Tribunal analisará a matéria com justiça e isenção”, diz os escritórios de João Arnar e André Borges, advogados à frente do caso.
A medida resultante na condenação do deputado estadual tem como base as investigações que resultaram na Operação Successione, com como objetivo de identificar grupo armado que buscava assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a desarticulação de outro grupo, durante a Operação Omertà.
Neno foi alvo em 2023 de uma das fases da ação, desencadeada pelo MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
“A sentença, proferida pela 4ª Vara Criminal da Capital, reconheceu a existência de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, base física e uso de armamento para coagir rivais e expandir o domínio do jogo ilegal. Durante as investigações, foram apreendidas 705 máquinas eletrônicas utilizadas para apostas, veículos e documentos que comprovam a atividade ilícita”, diz o Ministério Público sobre as operações.
A decisão determinou também a perda dos bens apreendidos em favor da União, o impedimento do exercício de função pública por oito anos após o cumprimento da pena, além da perda do mandato de Neno.
“Trata-se de uma organização formada por diversas pessoas para praticar crimes diversos, muitos deles graves, por período indeterminado, estruturada, complexa e armada. A tomada do território não seria diplomática, mas operacionalizada por intermédio de ações à mão armada”, descreve a decisão judicial.
As penas individuais variam de 3 anos e 6 meses a mais de 16 anos de reclusão, segundo o Ministério Público.
Veja abaixo as condenações:
Roberto Razuk Filho - Neno Razuk : 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão; 5 meses de detenção; 559 dias-multa.
Gilberto Luis dos Santos - 16 anos, 4 meses e 29 dias de reclusão, em regime fechado, mais 6 meses de detenção, em regime aberto, e 661 dias-multa.
Manoel José Ribeiro - 13 anos, 7 meses e 1 dia de reclusão, em regime fechado, mais 5 meses de detenção, em regime aberto, e 465 dias-multa.
Carlito Gonçalves Miranda - 10 anos, 9 meses e 9 dias de reclusão, em regime fechado, e 360 dias-multa.
Mateus Aquino Junior - 11 anos e 7 meses de reclusão, em regime fechado, mais 4 meses de detenção, em regime aberto, e 298 dias-multa.
José Eduardo Abdulahad - 4 anos e 1 mês de reclusão, em regime fechado, mais 4 meses de detenção, em regime aberto, e 95 dias-multa.
Diogo Francisco - 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, mais 4 meses de detenção, em regime aberto, e 55 dias-multa.
Edilson Rodrigues Ferreira - 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, mais 4 meses de detenção, em regime aberto, e 55 dias-multa.
Valnir Queiroz Martinelli - 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, mais 4 meses de detenção, em regime aberto, e 55 dias-multa.
Julio Cezar Ferreira dos Santos - 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, mais 4 meses de detenção, em regime aberto, e 55 dias-multa.
Taygor Ivan Moretto Pelissari - 4 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, mais 6 meses de detenção, em regime aberto, e 243 dias-multa.
Wilson Souza Goulart - 4 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão, em regime semiaberto, mais 5 meses de detenção, em regime aberto, e 146 dias-multa.
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Deputado Neno Razuk foi condenado pela Justiça - Crédito: Luciana Nassar/ALEMS