O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo aprovada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para investigar o fundo de investimentos Arleen, que fez negócios com uma empresa do ministro Dias Toffoli, também do Supremo.
Em fevereiro, Mendes já havia barrado a quebra de sigilo da empresa Maridth Participações, da qual Toffoli revelou ser sócio. Tal decisão deve agora se estender ao pedido feito pelo Arleen, pelos mesmos motivos expostos anteriormente, disse o decano do Supremo.
“Não se pode perder de perspectiva que a quebra de sigilo não constitui ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”, escreveu Mendes. É necessário “análise fundamentada de cada caso, com debate e deliberação motivada, de modo que a aprovação de atos de tal natureza não pode ocorrer em bloco nem de forma simbólica”, acrescentou.
A quebra de sigilo do Arleen foi aprovado pela CPI do Crime devido ao seu vínculo com a Reag Investimentos, instituição que foi liquidada pelo Banco Central e está envolvida nas fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O fundo ganhou notoriedade após Toffoli ter admitido, quando ainda era relator do caso Master no Supremo, ser sócio de uma empresa, a Maridth, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, para o Arleen, em 2021.
Quando barrou a quebra de sigilo da Maridth, o ministro Gilmar Mendes afirmou que o caso não tem relação com o objetivo da CPI do Crime Organizado.
A CPI, instalada em novembro do ano passado, tem como finalidade produzir um diagnóstico sobre o crime organizado no Brasil e propor medidas para combater facções e milícias.
No mês passado, Toffoli se declarou suspeito para julgar qualquer decisão relativa ao caso Master no Supremo, alegando motivo de foro íntimo. Antes, após uma reunião secreta sobre o tema, ele concordara em se afastar da relatoria. O ministro André Mendonça foi nomeado como novo relator.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Enem 2026: saiba a documentação para justificar ausência em 2025

Ex invade residência, sequestra jovem e tenta matá-la em Dourados

Com previsão de entrega ainda em 2026, prefeitura avança com obras da UBS Jardim dos Estados

Cão farejador auxilia polícia e homem é preso com droga em freezer

Moraes abre ação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia a Lula

Rodovias federais de MS entram em operação especial a partir desta sexta-feira

Vítima de feminicídio é desenterrada e corpo apresenta sinais de necrofilia

Boulos diz que fim da escala 6 por 1 é "para agora"

Operação mira homicídios e tentativas de feminicídio e prende três

Em meio ao aumento de casos, até anéis podem levar problemas a infectados por chikungunya
Mais Lidas

Calendário de licenciamento é alterado em MS; veja como fica

Idosa é enganada por falso prêmio e descobre empréstimos de R$ 1,8 mil em Dourados

Previsão de ventos de até 60 km/h colocam Dourados em alerta para chuvas intensas

Medida foi adotada hoje pelo ministro do STF - Crédito: Antonio Augusto/STF