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JUDICIÁRIO

Flávio Bolsonaro pede para acompanhar depoimento de Paulo Marinho

25 maio 2020 - 20h50Por Da Redação

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para acompanhar o depoimento do empresário Paulo Marinho no inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal.

O empresário será ouvido pela Polícia Federal nesta terça-feira, dia 26 de maio, por policiais e procuradores na superintendência da PF no Rio de Janeiro.

Um dos principais aliados de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, Paulo Marinho disse ao jornal "Folha de S.Paulo" que Flávio Bolsonaro, filho do atual presidente, foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da operação Furna da Onça.

A operação levou à prisão de diversos parlamentares do estado do Rio, em novembro de 2018. A defesa de Flávio Bolsonaro nega a acusação. O chefe do gabinete do senador, Miguel Angelo Grillo, também será ouvido na quarta (27) pela PF, em Brasília.

No pedido feito ao ministro Celso de Mello, relator do inquérito sobre a suposta interferência de Bolsonaro, a defesa de Flávio afirmou que Marinho já antecipou à imprensa o propósito de tentar de alguma forma incriminar o senador.

“Nesse contexto, inafastável o direito de Flávio Bolsonaro não apenas de acompanhar, como, especialmente, se fazer representar em tal ato por advogado indicado, na defesa da verdade material, gravemente ameaçada no presente caso, máxime ante as disposições do art. 5o, LV, da Constituição da República e do art. 7o, XXI, do Estatuto da Advocacia”, escreveu o advogado Frederick Wassef.

A defesa requereu ainda que possa acompanhar outros depoimentos que sejam tomados no inquérito e que tenham relação com a narrativa de Marinho implicando o senador.

A partir do depoimento do empresário, os investigadores vão avaliar se o caso tem conexão com as declarações dadas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, sobre a suposta ingerência de Bolsonaro na PF, ou se deve ser apurado em outra frente de investigação.

Vídeo da reunião ministerial

Segundo Moro, uma das provas da tentativa de interferência de Bolsonaro na PF é a gravação da reunião ministerial de 22 de abril.

Nesta sexta (22), Celso de Mello retirou o sigilo do material, e o conteúdo se tornou público.

Na reunião, Bolsonaro disse que gostaria de trocar a "segurança" no Rio de Janeiro e olhou para o então ministro da Justiça.

Em depoimento, Sergio Moro disse que o presidente se referia à Superintendência da PF no estado.

Bolsonaro, por sua vez, diz que se referia à segurança pessoal dele, não à Polícia Federal. Afirma também que a gravação da reunião mostra que ele não tentou interferir na corporação.

A segurança do presidente e de familiares é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não pela Polícia Federal. Como o Jornal Nacional mostrou, em vez de demitir o responsável pela segurança dele no Rio, o presidente promoveu o segurança.

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