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DOURADOS

Em debate “morno”, candidatos focam em críticas à ausência de Delcídio

25 setembro 2014 - 23h11

Thalyta Andrade

Os púlpitos posicionados no palco do auditório da unidade I da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) não ‘esquentaram’ no debate realizado na noite desta quinta-feira, 25, em Dourados. Com a ausência de Delcídio do Amaral (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB), Nelsinho Trad (PMDB), Evander Vendramini (PP), Professor Monge (PSTU) e Sidney Melo (PSOL) concentraram suas falam em críticas ao petista e, também, ao governo do PT em geral.

No primeiro bloco os candidatos se apresentaram, e lamentaram a ausência de Delcídio em uma crítica direta ao que Reinaldo e Nelsinho, por exemplo, classificaram como “desrespeito e falta de educação com o segundo maior colégio eleitoral do Estado”. Quando finalmente começou a sabatina direta, Reinaldo evitou em um primeiro momento Nelsinho, mesmo tendo a oportunidade de questionar o peemedebista, o que adiou um embate entre o segundo e terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos, respectivamente. E o ‘duelo’ entre os dois principais candidatos presentes prosseguiu sem embates diretos.

No decorrer dos blocos, a educação, naturalmente, foi a ‘bola’ que os candidatos jogaram para a ‘torcida’, com defesas em favor da autonomia da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e do ensino integral, por exemplo.

Em determinado momento, Nelsinho, que acabou sendo ‘alvo’ esquecido das perguntas dos demais candidatos por um bom tempo nos blocos iniciais e finais, confundiu o moderador e tirou gargalhadas de boa parte da platéia que lotou o auditório quando disse que queria fazer uma pergunta a Delcídio, direcionando-se ao púlpito vazio. “Talvez ele tenha achado que iríamos ficar perguntando de Petrobras, mas não era isso”, acusou.

Delcídio também foi alvo de Monge, que chegou a chamá-lo de “fujão”. O candidato do PSTU, aliás, também foi outro a tirar gargalhadas da platéia, quando logo depois de receber uma pergunta de Nelsinho sobre saúde, disse que o candidato peemedebista iria acabar se convencendo a votar nele, antes de criticar o fato de Nelsinho acusar o governo federal de mandar poucos recursos para o Estado sendo que o vice da atual presidente é Michel Temer, do PMDB.

Firme em suas colocações, Sidney Melo distribuiu suas perguntas focadas no que deixou de ser feito pelo governo atual e anterior, criticando assistencialismo e falta de investimentos, e tocando em temas como a questão que envolve os conflitos indígenas, que não havia sido levantada por nenhum dos candidatos. Já Vendramini defendeu um governo que “funcione de fato”, referindo-se, por exemplo, ao trabalho do vice, e fazendo constantes referências à sua vice douradense, a vereadora Virgínia Magrini (PP), dizendo que dos “vices de enfeite” a população já está cansada e que ela representa Dourados “de verdade”.

Considerações finais

Nas considerações finais, Vendramini voltou a ressaltar a sua vice douradense como um compromisso de sua candidatura com a importância do município de da região, e com os projetos que pretende desenvolver dentro de seu governo em favor do segundo maior colégio eleitoral do Estado. “O eleitor dessa região tem que mudar, pensar diferente, não adianta mais votar nos mesmos”.

Monge, por sua vez, iniciou seu discurso mencionando as comunidades indígenas e também os movimentos sem-terra, criticando a ‘inércia’ dos governos federal e estadual numa solução para os problemas de demarcação de terras. “Nós vamos estar ao lado para que todos esses problemas sejam resolvidos. Temos o compromisso de fazer o Estado de Mato Grosso do Sul passar de uma sociedade capitalista para socialista”.

Nelsinho voltou a alfinetar iniciando suas considerações finais dizendo que “não esconde sua vice, como outros fazem”. Depois, ressaltou promessas para a saúde, educação, cursos técnicos profissionalizantes, combate às drogas, agricultura familiar, segurança pública, entre outros. “Minha proposta é para frente de quem tem visão de futuro”.

Reinaldo, assim como Nelsinho, voltou a criticar em suas considerações finais a ausência de Delcídio. Por fim, criticou governos de PT e PMDB, que estiveram no poder nos últimos 20 anos, e destacou compromissos com Dourados e região, que segundo ele estiveram abandonados nos últimos anos apesar de sua importância no cenário Estadual. “PSDB nunca governou Mato Grosso do Sul e estamos pedindo uma oportunidade para nós fazermos a verdadeira mudança que este Estado precisa”.

Último a falar, Sidney Melo, usou parte de seus três minutos finais para agradecer companheiros políticos presentes, e depois direcionou-se aos eleitores, destacando problemas que a população enfrenta com saúde, emprego, drogas, e outros. O candidato do PSOL, assim como Reinaldo, também criticou os 20 anos de poder de PT e PMDB, dizendo que “fazem parte do que deu errado” em um modelo que privilegia poucos. “Queremos mudança para valer e não de faz de conta”.

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