A disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul não deve apresentar novidades este ano. Eduardo Riedel (PP) caminha a passos largos para a reeleição, embora exista a ameaça de Fábio Trad (PT) que, além do forte nome da família, vai estar no palanque do presidente Lula, que disputa a reeleição. Mesmo assim, com uma gestão consolidada e, muito a frente em todas as pesquisas, o governador, pelo menos por hora, não parece correr riscos.
Mas, quando o assunto é o Senado Federal, a porca torce o rabo. Tem muita gente grande na fila do gargarejo e os estrategistas das campanhas vão ter muito trabalho para convencer os eleitores. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), é quem está mais tempo se articulando e, assim como Riedel, mantém a liderança nas intenções voto, porém com muitos adversários em potencial, em seus calcanhares. É sempre bom lembrar que teremos duas vagas em disputa, mas tem muita gente de peso (e de voto) na disputa.
No time bolsonarista Reinaldo tem no encalço o Capitão Contar (PL), que, por muito pouco, não jogou água no chopp de Riedel na disputa pelo governo em 2022. Outro bolsonarista pesadíssimo é Nelsinho Trad (PSD), que tenta a reeleição. Carrega o nome da família e ainda terá uma canja com a superexposição do irmão Fábio, que embora em palanque diferente, levará o nome da família no horário eleitoral e nas onipresentes redes sociais.
Correndo por fora, mas com aval da família Bolsonaro e a força eleitoral da segunda maior cidade do Estado, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), é fortíssima na extrema direita e tem o marido, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), como um inquieto e participativo cabo eleitoral. Não podemos esquecer o “cagaço” que Murilo Zauith deu no favorito Waldemir Moka em 2010.
Não bastasse o fogo amigo no entorno do “Time Riedel”, ainda tem a oposição que vem com gosto de gás. Após uma série de mandatos como deputado federal, Vander Loubet (PT), gostou do que viu nas pesquisas, aposta em palanque forte da esquerda e a chance que acredita ser real de abocanhar uma das vagas. Ele já trabalha fortemente no partido para transformar esta possibilidade em realidade.
E pode vir dobradinha forte se a ministra do Planejamento Simone Tebet (PMDB) e até uma tripleta com a senadora Soraya Thronicke (Podemos). Simone tá no bolo dos empates técnicos das pesquisas e, Soraya, embora esteja abaixo, vem fazendo muito barulho. É bom não esquecer que as duas disputaram a presidência da República no último pleito e ganharam, evidentemente, muita visibilidade.
A sorte está lançada e, quem viver, verá.
*O autor é jornalista
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