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Dourados fecha o ano com avanços na saúde e obras estratégicas, diz Geraldo

23 dezembro 2025 - 14h34Por Da Redação

Dourados encerra o ano consolidando o papel de polo regional e ampliando uma agenda que combina saúde, mobilidade, infraestrutura e inclusão.

A cidade, segunda maior de Mato Grosso do Sul, cresce em população e demanda, o que pressiona a rede pública, especialmente urgência e alta complexidade e exige respostas estruturantes, com equipamentos, leitos, regulação e investimentos permanentes.  

O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) falou sobre o assunto. 

Deputado, qual é o eixo central da sua prestação de contas deste fim de ano?

Geraldo ResendeDourados é uma cidade grande, com 264 mil habitantes e, ao mesmo tempo, é referência para uma macrorregião. Então, quando a gente presta contas, precisa mostrar resultado onde o cidadão sente: atendimento de saúde funcionando, estrutura preparada, inclusão e obras que destravam desenvolvimento. Eu fecho o ano com entregas e com recursos encaminhados para garantir continuidade em 2026 e 2027.

O Hospital Regional é o maior símbolo desse ciclo. O que muda, na prática, com ele em funcionamento?

Hospital Regional de Dourados foi inaugurado no fim de semana - Foto: Clara Medeiros/Dourados News

Geraldo Resende Muda a capacidade de resposta da saúde pública. O Hospital Regional inicia as atividades com 100 leitos, sendo 59 de internação, 20 de UTI (10 adulto e 10 pediátrico) e 21 para cuidados imediatos. Isso significa mais estrutura para urgências, internações e casos complexos e a previsão é ampliar com mais 92 leitos nos próximos meses, chegando à meta de 192 leitos até 2026. É um divisor de águas para Dourados e para toda a região.

E o senhor costuma insistir num ponto: “hospital não é só prédio”.

Geraldo ResendeExatamente. Hospital precisa de equipamento, funcionamento e eficiência. E eu destaco um avanço concreto: equipamentos para o novo Hospital Regional já foram empenhados por emenda individual, reforçando essa etapa essencial para o serviço entregar qualidade. Além disso, estamos falando de uma obra que, segundo a imprensa regional, recebeu investimento de R$ 54,8 milhões, ou seja, é estrutura robusta e que precisa ser sustentada com gestão, equipe e custeio.

A saúde regional também entra nessa conta?

Geraldo Resende Entra totalmente. Dourados não atende só Dourados. O Hospital Regional foi colocado como pilar para uma área que envolve 34 municípios e quase 1 milhão de pessoas. Quando você fortalece Dourados, você fortalece a assistência de uma parcela enorme do Estado.

O balanço do mandato também lista reforço ao SAMU.

Samu Indígena de Dourados é o primeiro do país - Foto: Arquivo/Dourados News

Geraldo ResendeSAMU é vida. No nosso trabalho, destaco três viaturas para o SAMU de Dourados, além da estruturação do Complexo Regulador, e atenção ao SAMU indígena, porque a Reserva tem dinâmica própria e não pode ficar invisível nas políticas públicas. O que eu cobro e apoio é: tempo de resposta menor e atendimento mais seguro.

Falando em Reserva Indígena, quais ações o senhor considera mais estratégicas?

Geraldo ResendeO principal é garantir acesso real ao SUS, com estrutura e respeito cultural. Por isso, lançamos duas novas unidades de saúde na Reserva, para fortalecer o atendimento básico e reduzir deslocamentos desnecessários. Também entra a pauta de proteção às mulheres e integração da rede, como a Casa da Mulher Brasileira – que já está com recursos garantidos e área reservada para construção - com olhar sensível à realidade indígena.

E a rede de saúde mental?

Geraldo Resende — Rede de saúde mental precisa existir de verdade. Por isso estão no nosso balanço o CAPS Infantojuvenil e o CAPS AD Adulto, cujos recursos garantimos no PAC do Governo Federal, por meio de um trabalho conjunto com a administração municipal de Dourados. Isso é cuidado contínuo, que ajuda famílias e reduz agravamentos. Saúde mental não é assunto secundário: é parte central da saúde pública.

Na inclusão, a APAE aparece com destaque...

Geraldo ResendeA APAE faz um trabalho essencial. Por isso, garantimos a essa entidade ações como a conquista de um ônibus e ativação do CER (Centro Especializado em Reabilitação), em plena atividade, porque reabilitação é qualidade de vida, é autonomia e é direito. A gente não mede política pública só por obra grande, mede por quem é atendido na ponta.

O senhor também cita infraestrutura e mobilidade urbana. O que tem de número nessa agenda?

Geraldo Resende — Tem planejamento e recursos. A cidade está na linha de investimentos e projeções como a emenda de R$ 40 milhões para recapeamento em 2026, além de ações de asfalto e pavimentação em áreas como o Jardim Guaicurus.

E o aeroporto, que voltou a entrar no radar como pauta de desenvolvimento?

Aeroporto de Dourados voltou a operar e novo terminal vem sendo constrído - Foto: Clara Medeiros/Dourados News

Geraldo Resende — Aeroporto é estratégia de integração e economia, por isso trabalho pela conclusão das obras de ampliação da pista e pela construção de um novo terminal de passageiros. Os voos já foram retomados e as obras do novo receptivo estão em andamento, com recursos da ordem de R$ 39 milhões que garantimos junto ao Governo Federal. E antes disso, o aeroporto já tinha recebido R$ 97 milhões em infraestrutura, o que mostra o tamanho do esforço para modernização. Dourados precisa desse equipamento à altura do que representa para o Estado.

Para fechar: qual é a mensagem de fim de ano?

Geraldo ResendeA mensagem é de compromisso. Dourados merece prestação de contas com números e com resultado. Hospital funcionando, SAMU reforçado, rede estruturada, inclusão e obras estratégicas: isso é o que melhora a vida das pessoas. E a nossa obrigação é continuar trabalhando para transformar recurso em serviço entregue, como é o caso da segunda etapa do Hospital da Mulher e da Criança, cuja ativação está prevista para outubro do ano que vem. Também teremos em 2026, na área urbana, a entrega da sede própria do SAMU, de uma nova Unidade Básica de Saúde no Jardim dos Estados, bem como a construção de dois CAPS e uma unidade da Policlínica Regional. Para a Reserva Indígena, teremos a implantação de uma rede de água definitiva, construção de duas Unidades Básicas de Saúde e também de duas creches, além da conclusão do total das 300 casas que viabilizamos para as famílias indígenas.

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Dourados tem 264.017 habitantes (estimativa 2025)
Hospital Regional inicia com 100 leitos e pode chegar a 192 até 2026
Novo terminal do aeroporto tem R$ 39 milhões garantidos
Emendas projetam R$ 40 milhões para recapeamento em 2026
Cidade recebe reforço direto com três viaturas para o SAMU
 

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