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PREFEITO ELEITO

Douradense anseia por atenção da prefeitura e não vamos lavar as mãos, diz Alan

Alan Guedes diz ser possível formar boa base na Câmara e revela haver R$ 18 milhões disponíveis para Educação

26 novembro 2020 - 12h19Por André Bento

Eleito prefeito de Dourados nas eleições municipais deste ano com 34.242 votos (33,09% dos válidos), o vereador Alan Guedes (PP) se prepara para assumir a prefeitura, a partir de 1º de janeiro de 2021, já ciente de que a população douradense anseia por atenção do poder público. 

Em entrevista ao Dourados News nesta quinta-feira (25), ele revelou ter identificado isso durante a campanha e garantiu que não vai lavar as mãos diante dos desafios no comando do município com a maior população do interior de Mato Grosso do Sul e orçamento bilionário, de R$ 1.164.000.000,00.

“Eu vejo o douradense ansiar muito por atenção do poder público. Iluminação pública é um anseio das pessoas. A infraestrutura urbana, asfalto onde não tem é um anseio. Cada região da cidade anseia por uma coisa deferente. Nós temos problemas comuns: saúde e educação são os principais que todo mundo sofre. Mas tem problemas, por exemplo, moradores de bairros de classe média talvez sofram menos com saúde pública, mas sofrem com infraestrutura. Douradense anseia por atenção”, ponderou.

Ele ressalta que mesmo nas questões relativas à Reserva Indígena Federal Dourados, onde vivem aproximadamente 15 mil pessoas, é preciso dar respostas. “O que é problema nosso, temos que resolver, e o que não é problema nosso, vamos ajudar a resolver e não lavar as mãos”, afirma.

Segundo Alan, é preciso assumir a condição de líder regional, já que mais de 30 municípios sul-mato-grossenses dependem de Dourados em algum aspecto, sobretudo nos setores de comércio, serviços e saúde. “Tudo isso está no nosso raio de atenção”, assegura. 

Lembrado da entrevista concedida ao Dourados News em dezembro de 2019 para comemoração dos 84 anos de emancipação político-administrativa do município, quando afirmou que a” Dourados dos nossos sonhos a gente constrói todos os dias”, (relembre), ele reconhece o valor da oportunidade que terá a partir de 2021. 

“É preciso viver a cidade, saber dos problemas, conhecer as pessoas”, elenca o político que aos 34 anos acumula vitórias políticas improváveis e não consegue apontar qual das mais recentes causou maior surpresa: a pela prefeitura neste ano ou a para presidência da Câmara de Vereadores em 2018. Em ambas, não figurava como favorito até vencer, e atribui os resultados à coragem de seu grupo. “A tendência da política é trabalhar na zona de conforto. Mas quando se tem coragem de ousar há o ganho político”, avalia. 

SECRETARIADO

Sobre os trabalhos da comissão de transição entre governos, iniciados formalmente na quarta-feira (25), Alan Guedes assegura que serão meticulosos e adianta a intenção de apresentar um relatório ao fim, previsto originalmente para o próximo dia 2 de dezembro. 

Ele revelou ser provável que entre seus representantes nesse processo haja algum membro do secretariado do governo, embora as coisas não estejam atreladas. “Até agora não convidei ninguém para nenhuma secretaria, tudo até agora é especulação. Se alguém se apresentar dizendo que eu convidei é mentira. Não tem convite, mas é claro que penso em nomes para alguns espaços”.

Sem adiantar, afirma pensar em nomes para pelo menos metade das secretarias municipais. “Primeiro um perfil do que a gente espera e depois a gente procura o nome. Vai ter gente que não é da política, que não é filiado. Obviamente que vai ter pessoas que estão no dia a dia da política porque têm espaço para isso, mas pode ter surpresas com gente de fora da política”, disse.

VERBA FEDERAL

Questionado sobre a recente viagem para Brasília, o prefeito eleito de Dourados anunciou a possibilidade de obter verba federal no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para aquisição de mobiliários, construção de novas unidades escolares, de centros de educação infantil, de mais salas de aulas, reformas estruturais e até ônibus escolares. 

“Atualizando a planilha dá mais de R$ 18 milhões. Está fácil de ser resolvido. Têm diligências e prazos que acredito ser possível conseguirmos sanar. Ajuda o fato do presidente do FNDE ser do PP, estive com ele e com o deputado Ricardo Barros. O meu partido a nível nacional acreditou na minha eleição, tanto que me ajudou. Tenho compromisso de ajudar a expandir a legenda em 2022”, revelou.

APOIO POLÍTICO 

Além desse apoio político na esfera federal, que conta ainda com o bom trânsito entre membros da bancada sul-mato-grossense no Congresso Nacional, Alan Guedes espera por boas parcerias com o Governo de Mato Grosso do Sul, já que “em Dourados vivem 250 mil sul-mato-grossenses”. 

Quanto ao Legislativo municipal, embora a coligação que o elegeu prefeito – “Respeito por Dourados - PP, PL e Cidadania" - tenha conseguido êxito eleitoral apenas com Lia Nogueira (PP) entre candidatos a vereador, o futuro chefe do Executivo diz estar otimista para formar uma base forte.

“Certamente é possível ter uma base. Sou vereador, reconheço o papel fundamental que a Câmara tem. É a segunda vez consecutiva que a população elege um vereador prefeito. Acredito muito que vamos construir nossa base parlamentar. Estamos trabalhando nisso, conversei com todos os vereadores eleitos. Vamos continuar essa construção. Vai ser uma construção de médio prazo, até a posse, sem sangria desatada”, ressaltou. 

Pesa a favor, em sua avaliação, o bom relacionamento com os demais vereadores reeleitos, entre eles os membros da atual mesa diretora, Elias Ishy (PT), Sérgio Nogueira (PSDB) e Daniela Hall (PSD).

“Não há por que eu não conseguir uma boa base principalmente pela forma respeitosa com que todos os vereadores têm me tratado e eu tratado todos. Acredito muito no que temos que construir para a cidade. A eleição acabou e os vereadores também estão entendendo isso. Cada um teve sua preferência pessoal, partidária e política. Respeito isso, mas eles sabem que é preciso apoiar a cidade. Isso não significa necessariamente cegamente apoiar um governo, mas é oferecer condições políticas para ter uma boa administração”, opinou. 

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