Os deputados estaduais que compõem a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) aprovaram o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a realização de um plebiscito para mudança de nome do Estado. O projeto 005/11 é de autoria do deputado Antônio Carlos Arroyo (PR) e teve Marcio Monteiro (PSDB) como relator.
A intenção dos parlamentares ao aprovarem a realização do plebiscito é dar à sociedade sul-mato-grossense a opção de escolha quanto à mudança de nome de Mato Grosso do Sul. O projeto aprovado pela CCJR nesta terça-feira (05) ainda deverá passar por pelo menos duas votações no Legislativo estadual. Caso seja sancionada, a proposta entrará em vigor sem depender de sanção do governador André Puccinelli.
A expectativa da Casa de Leis é que o plebiscito, caso seja aprovado nas próximas votações, ocorra junto às eleições municipais do próximo ano. O anseio pela mudança de nome do Estado é justificado pelos constantes erros cometidos na mídia nacional. Em várias ocasiões, personalidades, políticos e até cidades e regiões sul-mato-grossenses são relacionadas ao estado de Mato Grosso.
Para alguns sul-mato-grossenses consultados pelo Jornal, a mudança de nome ainda divide opiniões. Uns mostram convicção e se dizem contrariados, enquanto outros não só concordam com a mudança como já até sugerem outras opções para ‘batizar’ o Estado.
Para o funcionário público Marcos Henrique Numata, 21 anos, a mudança de nome poderia trazer vantagens, mas representaria um contratempo no que diz respeito à documentação. “A mudança tem suas vantagens e desvantagens. Iríamos sair da sombra do Mato Grosso, mas e todos os documentos que possuímos contendo Mato Grosso do Sul, teriam validade ou desatualizados?”, questiona o funcionário público que mora em Rio Brilhante.
O jovem universitário Wender Carbonari não vê lado positivo em mudar o nome do Estado. "Se a desculpa para mudança de nome é a confusão da mídia com o Mato Grosso, penso que é eles que devem estudar um pouco de Geografia", argumenta o douradense.
Já o servidor público Nivaldo Silva, de Caarapó, afirma que fica "estressado" com a confusão que sempre fazem com o nome do Estado. Ele concorda com a realização do plebiscito e ainda sugere um novo nome para o Mato Grosso do Sul: Estado de Campo Grande.
Ainda assim, existem aqueles que prezam pela manutenção da identidade de Mato Grosso do Sul. É o caso do analista de sistemas Paulo Bonetti, 22 anos. Embora seja sul-mato-grossense de nascimento, Bonetti mora em Mato Grosso há pelo menos 10 anos. Sem entrar no mérito da discussão, o jovem morador em Rondonópolis diz apenas que a mudança de nome não tem sentido. “Não vejo necessidade para isso. Acho ruim”.
Segundo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o parecer do CCJR sobre a realização do plebiscito deve passar ainda essa semana por uma votação entre os demais parlamentares. Em seguida, uma comissão parlamentar especial deverá votar novamente a PEC em plenário para só então haver uma definição quanto à proposta.
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