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DOURADOS

Deputado expõe falta de política pública para atender comunidade indígena

18 maio 2021 - 14h39Por Da Redação

Fortalecer as políticas públicas voltadas ao atendimento da comunidade indígena de Dourados tem sido preocupação constante do deputado Barbosinha (DEM-MS). O parlamentar disse, ao usar a palavra na sessão desta terça-feira (18), que recentemente esteve reunido com o governador Reinaldo Azambuja para levar algumas dessas demandas e saiu do encontro confiante.

O deputado contou que levou ao conhecimento de Reinaldo temas relevantes para os indígenas da maior reserva de Mato Grosso do Sul. Educação, habitação, abastecimento de água, esgotamento sanitário, infraestrutura e asfalto foram alguns temas citados pelo parlamentar que compuseram a pauta da reunião.

“Temos problemas sérios dentro da nossa reserva que precisam ser solucionados. Somente a união de esforços do Governo, da nossa bancada federal e nossa, deputados estaduais, podem trazer melhorias para esses indígenas. Alguns assuntos são recorrentes. Estão na ‘nossa porta’ há muito tempo, como é o caso da falta de água. Temos uma missão: fazer com que esses irmãos indígenas tenham mais dignidade e infraestrutura para viver com qualidade e é por isso que temos lutado e vamos continuar intercedendo”, defendeu o deputado Barbosinha.

Para a educação Barbosinha reforçou a necessidade de se ter uma escola de ensino médio dentro da Aldeia Jaguapiru. O deputado disse que tem buscado junto às lideranças indígenas uma área para construção do prédio de uma unidade escolar para funcionar em período integral.

Recentemente o Governo do Estado atendeu um pedido do deputado Barbosinha ao concluir o asfalto da estrada que dá acesso ao Hospital da Missão e Aldeia Jaguapiru. O trecho liga a unidade de saúde à Perimetral Norte e dá acesso à área urbana da cidade. Barbosinha reforçou com o governador o pedido de mais infraestrutura e asfalto para a aldeia. “Defendemos o asfalto em toda extensão da aldeia. São cerca de 17 quilômetros e hoje temos menos de 10 quilômetros de trecho pavimentado na reserva”, explicou.

Barbosinha ainda abordou uma demanda recorrente levantada por ele em suas visitas a reserva. “A construção de uma creche se faz necessária naquele lugar para que as mães indígenas possam trabalhar e ter um lugar seguro para deixar seus filhos”, pontuou.  

Problema recorrente

A falta de água na reserva indígena, assunto já trazido à discussão pelo deputado em inúmeras oportunidades, também esteve na pauta da reunião com o governador, segundo Barbosinha. “Água é um bem básico, primário e a gente fica repetindo esse problema. Recentemente denunciamos as condições precárias dos nossos indígenas e tivemos socorro da Funasa [Fundação Nacional de Saúde] que perfurou dois poços, mas que ainda precisam ser ativados. No local a demanda é para que um poço de grande profundidade possa ser perfurado e que nossos irmãos indígenas possam ter água potável e de qualidade saindo de suas torneiras, e acabar de vez com a falta de água”, explicou o deputado. Barbosinha voltou a cobrar empenho da bancada federal para solucionar de vez o problema.

A saúde também recebeu atenção especial no encontro do deputado com o chefe do Executivo. Barbosinha solicitou reforma urgente do Hospital da Missão Caiuás. “Conclamamos nossos engenheiros e arquitetos de Dourados, numa ação humanitária, para fazer o projeto. Esse é um hospital extremamente importante e tem problemas sérios estruturais e de autorização de funcionamento”, lembrou.

Para encerrar sua fala o parlamentar disse ter conversado com a ministra de Agricultura, Tereza Cristina, para que a aldeia de Dourados possa ter uma agrovila para comercialização da produção indígena. “É preciso que tenhamos um programa onde nossos indígenas possam empreender, produzir, comercializar com desenvolvimento sustentável dentro das aldeias” O deputado enfatizou a ideia de se criar um Centro de Comercialização de Produtos Indígenas para venda de artesanatos e também de produtos orgânicos produzidos nas aldeias de Dourados.

“É difícil para Dourados, a capital econômica de MS, conviver com a miséria dos irmãos indígenas nas nossas ruas, de forma tão próxima, desta comunidade que é tão rica em cultura”, finalizou.

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