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Comissão pedirá socorro ao governador em nome das comunidades terapêuticas

21 outubro 2011 - 19h56



Comissão formada por representantes de setores envolvidos com a questão da droga e o tratamento de dependentes químicos deve solicitar reunião com o governador André Puccinelli (PMDB) nos próximos dias com o objetivo de “pedir socorro” em nome das comunidades terapêuticas de Mato Grosso do Sul.

A decisão de formar esta comissão foi proposta pela deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB), que comandou nesta sexta-feira (21) audiência pública para discutir a questão.

A comissão será integrada pelo promotor de Justiça Sérgio Harfouche, presidente do Conselho Estadual Antidrogas, psicóloga Denise Souza e Silva, que integra a mesma instituição, Marli Mattos, presidente do Cadri (Centro de Apoio aos Dependentes em Recuperação Integrada), Fernando Orempuller, coordenador regional do Amor Exigente, pastora Wainer Carvalho, da Casa do Renovo, Mariza Castro Nogueira, da Abraço-MS (Associação Brasileira Comunitária e de Pais na Prevenção do Uso de Drogas), psiquiatra Marcos Estevão Moura e pastor Samir Zayed, do Esquadrão da Vida.

A ideia é encontrar uma saída para a dificuldade financeira que a maioria destas comunidades enfrenta, e que faz com que várias delas se encontrem na iminência de fechar suas portas.

“Temos planos de ação a médio e longo prazo, mas acho que este problema requer uma atuação emergencial, pelo menos até que se organize a rede pública de tratamento e reinserção de dependentes químicos”, alertou Mara Caseiro.

Uma das comunidades que está prestes a encerrar suas atividades por falta de dinheiro é a Abraço-MS. A presidente da instituição, Mariza Castro Nogueira, ocupou a tribuna para fazer um verdadeiro pedido de socorro.

“Estamos fechando nossa instituição por falta de recursos. Viemos aqui em uma última tentativa, atrás de uma luz no fim desse túnel tão escuro no qual estamos”, disparou.

O promotor Sérgio Harfouche também criticou algumas leis em vigor, que usando como pretexto o direito da pessoa “ir e vir” e só se internar para tratamento quando tem vontade, abandonam nas ruas estes dependentes à própria sorte.

“Estas pessoas já não têm condições nenhuma de decidir o que é bom ou não para elas. Há uma clara intenção de levar o país ao caos e à anarquia, sem a devida valorização ao ser humano”, criticou, destacando ainda que a corrupção também é uma das principais vilãs no combate ao uso de drogas no País.

“Milhões de reais desviados dos cofres públicos poderiam ser empregados na recuperação destes dependentes”, complementou.

A psicóloga Denise Souza e Silva também falou sobre a questão. Para ela, leis e políticas públicas existem, assim como a dotação orçamentária. O problema, segundo ela, é que estas políticas não são efetivadas e sempre “há uma desculpa de que há outras prioridades e que o orçamento não é suficiente”.

“Só que nós já passamos da época de culpar apenas o governo, o pai e a mãe do dependente. A sociedade também precisa fazer a sua parte, que é primeiro se interar das leis e depois se mobilizar. É conhecer o que já existe e fazer acontecer”, propôs.

Palestra

A audiência pública também contou com palestra do psiquiatra Marcos Estevão Moura, que deu detalhes sobre a composição dos entorpecentes, os efeitos no corpo humano e a possibilidade de tratamento dos dependentes químicos.

Também compareceram ao debate Maria Beatriz Almeidinha, gerente da CAPS-AD, Sílvia Lopes Otácio, gestora de ações sociais da Unidade Estadual Antidrogas, Dr. Marcos Takeshita, titular da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Dr. Aloysio Franco de Oliveira, superintendente de Políticas Penitenciárias da Sejusp e Fernanda Cristina Rodrigues, gerente de saúde mental da SES (Secretaria de Estado de Saúde), entre outras lideranças da área e representantes de comunidades de tratamento aos envolvidos com álcool e drogas.

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