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Clima esquenta em Rio Brilhante e fazendeiro tenta barrar deputados

05 dezembro 2011 - 12h12


A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, formada pelos petistas Domingos Dutra (MA), Padre Ton (RO) e Érica Kokay (DF) foram barrados na entrada de uma fazenda em Rio Brilhante, que pertence à família do presidente do PT naquela cidade, José Raul Das Neves Junior, Raulzinho.

Os deputado estavam acompanhados de cinco viaturas e eram aguardados por famílias do acampamento Ñderú Laranjeira na entrada da fazenda. Ali, o fazendeiro Raul das Neves, o pai de Raulzinho colocara um tronco de aroeira, que assim que as autoridades chegaram, foi arrancado. Quando os deputado se preparavam para entrar, chegaram pai e filho e colocaram o carro deles na entrada da fazenda.

Porém, não é a fazenda deles que está sendo pedida pelos quase 170 índios da Ñderú, e sim a que fica no fundo da fazenda deles. Mas, para chegar até lá é preciso passar pela propriedade dos dois e eles não queriam que as autoridades passassem. Eles se assustaram e acharam que se tratava de uma missão para incluir a fazenda na lista de possíveis terras indígenas.

A partir daí travou-se uma discussão que em determinado momento levou o deputado Dutra a ameaçar de prender Raul pai. Depois de quase 15 minutos de conversa, os proprietários deixaram passar a comitiva.

A fazenda está na margem do Rio Brilhante, marco natural que delimitaria o início das terras Guarani e Kaiowá até a fronteira com o Paraguai. “Nào posso nem andar mais na mata da minha fazenda. Olha a cara desse índio. Qualquer hora vai acontecer uma tragédia aqui e a culpa vai ser de quem? (...) Vocês vem aqui com um Exército para intimidar”, disse ele.

Depois da visita, na volta, a comitiva foi parada por pai e filho mais uma vez. Raul filho afastou o pai do carro da comitiva e disse que cuidaria para que o direito de passagem dos índios por dentro da fazenda deles será mantido.

“Se fazem isso com autoridades federais, imagina com os índios?”, questionou Domingos Dutra. Mais cedo, na Universidade Federal da Grande Dourados, ele já havia dito que levaria o caso de Rio Brilhante para a executiva nacional do PT. “Não foi por esse tipo partido que demos a nossa vida”, explicara.

A Redação acompanhou a visita aos acampamentos de carona em veículos oficiais.

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